terça-feira, 30 de setembro de 2008
Precisando de ar para respirar
Bastante cansada, solitária e um tanto magoada, a criatura se sente assim meio afogada.
Dizem

Dizem que quem ri por último ri melhor. Normalmente, quem ri é o cão. Perto da casa de uma moça circulam vários. Alguns declaradamente caninos. Outros, disfarçados em peles de coelhos, gatos, gansos. Quem não morar dentro da fazendinha, não faz parte. O chão e o milho e o respeito tem destino certo: debaixo das asas da galinha. O pintinho que pensar em um dia amadurecer será punido pelo galinheiro e por si mesmo. O filho da moça será gente e gente grande. Já é gente mesmo sendo criança. A moça parece - mas não é - tola como a Chapéuzinho. Lamentavelmente, caminha solitária pela floresta à prova de caçadores. Ainda que tenha vindo do interior, não consegue ser camponesa e fazer cachinhos nos cabelos. Ela quase não ri, nem primeiro nem por último. Não tem motivos para achar graça. Sorri, de verdade com o que tem de verdade. Chora também e bastante com o que tem de mentira.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Fazer ou não fazer

Mandaram o email oferecendo 50% de desconto pelo novo curso completo. A moça foi da primeira turma, um tipo ingênuo crente de que a coisa teria sido em março passado. Passou os meses estudando. Não engordou 60kg. Poderia... Conhece ex-gordo feliz e riquinho. Não sobrando gordura, sobrou matéria. Decoreba desnecessária. However, faltam leis e um pouquinho de informática. Há o curso gratuito com 8 aulas sobre os conteúdos ignorados. Não é assim um café da manhã com suquinho e flores. Ela nunca foi mesmo uma criatura matutina, mas gosta de suquinho e de flores. Desmaiou na escola a única vez em que resolveu fazer a tal refeição como deveria. Dizem que foi por medo. Estava no quadro resolvendo uma equação de primeiro grau quando o irmão nada santo adentrou a sala com sua cara de marista. Pode até ter sido. Ela é de ter chiliquito. Em geral, de ira. Desmaiou dentro de um pronto socorro. O neurologista disse que foi de raiva. A fila do balcão não andava. Ô, criatura raivosa. Raivosa e indecisa. Ela tem só até a tarde para tomar uma decisão e não faz a mínima idéia se fica com as oito ou se vai de novo encarar todas as matérias.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O bebê Coisa

Não é que a coisa nasceu no início da manhã. Gorda e miúdinha, com ajustes para cá e para lá, umas chateações e um susto homérico. Dia 14 de dezembro. Putz. Passagens compradas. Ingressos para a Madonna comprados. Me embananei ou, como diria o português culto, embananei-me, que a gente nunca deve começar uma oração com me, te etc. Mas quem vai dizer e escrever Amo-te? Nem eu. Digeri o edital encaroçado sangrando o meu sangue novinho e oxigenado. E foi ele, o vermelhinho fatal, que me fez ver o horário. Viva!From 8:30 to 12:30 e hasta la vista. Situação resolvida. Depois da tempestade, o Bonanza! Ou a Madonna, porque isso, sim, vai ser um holiday.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Bananas

O mau humor segue sem controle. Leva um tempo até ser amaciado. Tem de ser digerido feito uma banana. Uma banana bem amarela, que, ao contrário do que possa parecer, causa enorme gosto. Porque a bípede teve desejo de comer uma em julho depois de presenciar a divisão de uma última banana por duas meninas e, à tarde, na casa de um vizinho, pode descobrir o quanto aprecia a tal fruta. De lá para cá, além de maçãs, come bananas todos os dias. An apple a day keeps the doctor away. Uma banana também. Banana assim como uma piscina azul faz bem à saúde. Banana e água, sem mistério, que a bípede não gosta de confusão ainda que se deleite com um pouco de frescura.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
o azul da piscina

Sexta-feira é a data limite.
O edital vem dar as caras e facilitar a meta.
Faz quase um ano que a bípede estuda. Às vezes, pensa saber tudo. Outras, tem certeza de não saber nada.
E sente falta da água salgada da piscina.
Não virou ainda um polvo, ainda que baleias assinas a acusem de compartilhar com um espécime o belo aquário. Tampouco, sereia. Seu canto não gera feitiços.
Detesta magia. Conversa de poderosas, abomina.
Quer água. Azul e azul e azul.
Há o repentino fascínio.
E o desinteresse em saber o porquê.
Três vezes por semana ainda é pouco,
mas já gera um bocado de satisfação.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Infância
O Pequeno Bípede cantou na escola. Tímido, abriu a boquinha e arregalou os olhos em busca de sua mãe jamais perdida. " ....você é assim um sonho pra mim... ". Faz mais de um ano, e ela ainda escuta as palavras e a melodia. Segue amando, cada dia mais e mais e mais, o seu pequeno filhote e a sua nova infância.
Rotina

Rotina. Quase um ano se preparando: muitos dias e finais de semana de estudo (Natal, Ano-Novo, feriados, nada de férias). Olhos pedindo óculos; o corpo pedindo água. Na sexta, disseram a ela que o edital sairia hoje. Sentiu um frio na espinha e enorme alívio na cabeça. Finalmente, com o mapa na mão, com os assuntos enumerados, o foco se fecharia sobre o que interessa. Vamos ao que interessa ela pede. Não consegue. Quem sabe amanhã? Ou depois ... E, enquanto isso, segue repassando e repassando a rotina, às vezes, otimista; às vezes, sem força, entregue às matérias e a esse cansaço com cara de inimigo.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Água de viver

Sente preguiça de escrever. Nem sempre dorme bem. Quase nunca é a regra. Tem pesadelos, dores de cabeça, pensamentos intermináveis. Desde que resolveu associar-se ao mundo das piscinas, tsunamis variados invadem o seu repouso, e ela corre e nada para salvar a própria pele e a de pessoas a quem ama. Acorda meio afogada. A realidade também afoga. Ela caiu aos dois anos nas águas azuis do clube da praia. Perdoa a água engolida; não perdoa os pais negligentes. A mãe morreu afogada em si mesma. O pai morre lentamente tentando afogar as mágoas em corpos alheios. No final do mês, ela completa um ano estudando, afogada em leis. Dizem a ela que sai o edital do oceânico objetivo no mesmo final do mês e em sessenta dias a prova. Que seja antes da Madonna, ela pede a sua sorte, talvez, o seu fraco. Talvez. As ondas vão, retornam, vão de novo e ela consegue nadar até a areia mesmo quando se sente um pouco nauseada.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A bélica
Ela queria ser calma e gentil. Queria não ter um espírito bélico e nem pensar no desembarque da Normandia. Ela não é russa, nem serve no exército de Israel, nem se esconde em montanhas do Afeganistão. Ela é apenas uma bípede e em seu dna certamente ainda vibram faiscas da guerra do fogo. Ela não usa uniforme camuflado. De certa forma, usa uniforme porque não é lá muito arrojada com roupas.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
That's me: a rabugenta.

Não gosto quando tomam decisões por mim. Não gosto quando não me escutam. Não gostam quando escutam e duvidam. Não gosto quando superestimam as suas atividades em detrimento das minhas. Não gosto quando ignoram o meu jeito e a minha personalidade e não gosto mesmo quando mandam alguém me telefonar para me convencer de algo que já me deixou puta da cara. Não gosto. NÃO GOSTO!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Hidro Power: correndo atrás do barco

Preconceito é mesmo burrice. Na piscina, só tinha gente em forma. E eu tive de me esforçar para não perder o barco. Uma aula super motorizada, aeróbica enlouquecida de primeira, com objetos ainda não identificados, liderada por um professor pura pilha. Gostei tanto, tanto, tanto. A balança acusou 600 gramas a menos depois do esforço. Fiz minha inscrição sem ter a mínima idéia do que seria uma aula de hidro power. Hoje, minhas pernas não se cansam de me explicar. Ainda assim, um dia a mais de agito na semana virá bem. Dois é pouco. Nesse caso, só nesse caso!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Entrando numa fria
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Esse tal de big bang

Sei que a frase é de um grego, mas gosto dita pela minha tia: " uma das leis das probabilidades é que é sempre possível que o improvável aconteça".
Sempre!
Deve ser, por isso, que eu estou morrendo de medo do small big bang que será feito na quarta-feira. A chance de uma catástrofe é de 1 em 50 milhões. Não sei se rio ou se choro, mas que eu não gostei dessa experiência, eu não gostei, ah,não.
domingo, 7 de setembro de 2008
Sobre anjos e homens
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Do blog Sabedoria de improviso
"Coração é feito regra. Funciona melhor se for quebrado de vez em quando."
Sexta


Nove graus. Chove sem parar. O muro da Mauá continua. Nem sinal das enchentes do passado, e o trânsito até não está dos piores. Mas cansa. A perna esquerda está super agradecida. Os braços não; sentem saudades da direção elétrica. Nada é perfeito. Nem o show de Trumam. Vai-se vivendo, adaptando-se. A falta de perfeição é o motor das novidades. Eu gosto de novidades. E gosto de coisas antigas. E gosto do que não combina e do que combina. Eu uso o braço direito e o esquerdo. Nasci em um dia 8 e espero completar 80 anos. Tenho dois nomes e, no entanto, é só o meu apelido que realmente me identifica.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A turma do bípede

Tenho de sair para buscar o meu pequeno bípede em poucos minutos. De uns dias para cá, ele começou a fazer os temas alone e a navegar nessa geringonça. Tudo tão simples e fácil. Não entendi a desenvoltura. Uma luzinha se acendeu: além de pai e mãe internautas, há também a escola. Uma boa escola. E o meu pequeno bípede tem, com a turminha, um site. A coisa mais querida das queridices, onde se pode escrever onça com cedilha ou sem. Onca na boa. Só vendo pra saber.
Minha menina
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Sei lá

Sem inspiração de novo. Tá fazendo um calor bom, ontem, usei um sapatinho aberto e confortável. Diz o jornal que o frio vai voltar em seguida. Pode ser que ele me traga assunto novo. Assunto tem, mas não quero falar sobre o que tenho. O Marcelinho conseguiu os ingressos para a Madonna. Fiquei feliz a beça. Tenho feito barberagens com o carro automático. Precisei da ajuda de um manobrista pra desvendar o que não é nem um pequeno mistério. Meu queixo caiu com a foto da Barbie; não os meus dentes, que, outra vez, estão branquinhos como chegaram até minha boca. A Dani acabou com os feijõezinhos de ferro, e com eles se vão as lembranças da falta de cuidado materno. Meu fichário tá engordando, guloso de leis e decorebas. Eu perdi um quilo in-te-iiii-ri-nho. E não tem como não ficar melhor dentro das roupas. O meu cabelo está igual ao da Rapunzel. Eu que gostava tanto dos cortes curtos. Achei a palestra do Philip Glass um porre. Na do Wenders, quase desmaie de emoção e de histeria e felicidade porque ele olhou para mim. O meu filhote resolveu, de uma hora para outra, fazer o tema de casa sozinho. Eu resolvi, de uma hora para outra, fazer o meu também, seja ele qual for. Se bem que não é bem tema o que tenho, mas isso já é outro assunto e meu lado drama saiu em um holiday. Então, a conversa fica pra outra hora, que agora tá na hora do almoço, e eu ando sem inspiração, mas não sem fome.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Holiday
A primeira vez que eu vi era assim mesmo... tipo diaba louca a La Vacaria... agora ela tá bacana, coisa fina e malhada, uma lady made in England, e eu gosto dela assim e como era no passado, porque eu gosto de celebrar o que for possível, porque we need a holiday, one day out of life!
Madonna
Será que alguém conseguiu?
Eu ando até um pedaço e, como diria a vó Margo, puff, a operação emperra.
Eu ando até um pedaço e, como diria a vó Margo, puff, a operação emperra.
Cabeça de vento
Cabeça de vento
Eu estou tentando. Está difícil. Esqueci. Sabia que tinha algo para fazer e esqueci.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Doeu

Doeu. De cima do salto alto, manifestou-se com uma pontada. Foi ignorada. Os sapatos foram trocados por outro, e ela, outra vez doeu. Sua dona, colocou, então, uma sapatilha. Zero salto. Um pouco de calor a mais na rua, e a criatura doeu de novo e feito um bebê teve febre. Ficou quente ainda que pouco inchada. Logo, coágulos foram imaginados e um pouco de lágrimas derramaram-se. De novo, o sentimento mais constante:o medo. O medo que atrapalha a cabeça, o corpo, a rotina. Sem ter muito o que fazer, montou um castelo de travesseiros - o mais alto e mais perto do céu do quarto. Deitada com a perna sobre ele, mal via a televisão, mas ouvir já era de bom tamanho. E assim ela ficou, verificando, de tempo em tempo, a temperatura até o sono chegar, esperando, esperando, esperando o sonho que não morre e cresce com um ou muitos travesseiros.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Lupicínio Rodrigues

Estou à procura dele. Ainda não o achei cantando. Não sei se será possível. Achei a Gal cantando Volta. Coisa mais linda :)
Volta, de Lupicínio Rodrigues
Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama
A sentir tantas coisas
Que a gente não pode explicar
Quando ama
O calor das cobertas
Não me aquece direito
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito
Volta!
Vem viver outra vez ao meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado
Mais citações do livro do Giannetti
" Só o bruto trepa bem: a trepada é o lirismo do povo." (Baudelaire)
" A felicidade é a satisfação ulterior de um desejo pré-histórico. Eis por que a riqueza proporciona tão pouca felicidade: o dinheiro não é um desejo infantil." (Freud)
" A minha terra dá banana e aipim, meu trabalho é achar quem descasque por mim." (Noel Rosa e Kid Pepe)
" Tecnologia é a resposta, mas qual era a questão?" (Cedric Price)
" A solidão humana aumentará em proporção direta ao avanço nas formas de comunicação." (Werner Herzog)
" O melhor dos bens é o que não se possui." (Machado de Assis)
" A felicidade é a satisfação ulterior de um desejo pré-histórico. Eis por que a riqueza proporciona tão pouca felicidade: o dinheiro não é um desejo infantil." (Freud)
" A minha terra dá banana e aipim, meu trabalho é achar quem descasque por mim." (Noel Rosa e Kid Pepe)
" Tecnologia é a resposta, mas qual era a questão?" (Cedric Price)
" A solidão humana aumentará em proporção direta ao avanço nas formas de comunicação." (Werner Herzog)
" O melhor dos bens é o que não se possui." (Machado de Assis)
Sobre ontem à noite
Ele estava doidão. Chamou Porto Alegre de Portugal. Falou baixo, alto, riu. Não foi o show que eu esperava. Mas foi show. Cantou sambinhas do mundo carioca que adoro. Mostrou uma ginga inegualável no pé. Então, aqui vai um pouco de Luiz Melodia. E um pouco de Seu Jorge, que também vem cantar por aqui.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Red is back

Então, depois de três anos, de volta ao vermelho. Porque eu nunca fui de pretinho básico. Só em velórios. Se bem que não é bem assim porque um pretinho básico também circula em festas de casamento. Mas vermelho é vermelho, revolto como as idéias e os cabelos, já dizia a vó Ju. De novidade, é que o vermelho agora é esportivo, de menino, tipo Hot Wheels. A perna esquerda fica esquecida. Boa para quem tem trombose e outros problemas de PV. Traduzindo: puta velhice, já dizia o filho da vó Margo, que sofre de puta velhice generalizada. O filho porque a avó Margo já subiu ou desceu. Os espíritas sabem do que estou falando. E quem não é espírita também. E já estou passando para outro assunto. Escrever é assim mesmo, principalmente, para quem gosta e não escreve porque não tem mais tempo, embora tenha vontade. Vontade é o que não falta lá e aqui em casa. Lá em casa, dá para dizer, e um dia vocês vão entender ou ler. Ou andar, se for um beautiful red.
Quando eu tiver tempo...
Quando eu tiver tempo, vou montar o meu livro de citações. Quase todos os meus livros estão cheios de setas, estrelas e outras marcações. Tenho frases e frases para
De Eduardo Giannetti: O Livro das Citações

" A verdade sai do poço, sem indagar quem se acha à borda." Machado de Assis
" Nada é verdadeiro na psicanálise, exceto os exageros." Theodor Adorno
" Uma pessoa comum maravilha-se com coisas incomuns; um sábio maravilha-se com o corriqueiro." Confúncio
" Um jornalista é um homem que sabe explicar aos outros o que ele próprio não entende." Otto Maria Carpeaux
" Por que é que, para ser feliz, é preciso não sabê-lo? " Fernando Pessoa
" A felicidade existe apenas na imaginação." Mozart
" Por mais raro que possa ser o amor, ainda mais rara é a verdadeira amizade." La Rochefoucauld
" Melhor morrer de vodca do que de tédio!" Maiakovski
" Toda gente vive apressada, e sai-se no momento em que devia se chegar." Proust
" A mentira mais freqüente é aquela que se conta para si mesmo; mentir para os outros é relativamente a exceção." Nietzsche
" Que imensa estupidez não ter pensado nisso antes!" T.H. Huxley
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Tenho de sair para buscar o pequeno bípede na escola em minutos. Tenho de tomar algo para um início de dor de cabeça. Tenho de fazer ginástica para combater os excessos. Tenho de repassar mais algumas páginas. Tenho de ir ao supermercado comprar um zilhão de coisas que começam a faltar. Tenho de dormir um pouquinho. Tenho de escolher
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Na pausa para o café

Assunto até que não falta, mas tempo... Quanto mais se estuda, menos tempo se tem. E as canetas e os dedos vão ficando gastos, cheio de calos e dor. Pode ser que dê tudo certo. Enquanto nada se define, a gente vive no limbo, louca para ir a outro lugar, se bem que descer os círculos do inferno não faz mais a cabeça. E, pensando bem, paraíso, também. Melhor ir a um bom restaurante, contribuir mais um pouco com os quilos do inverno. Porque o inverno sempre é generoso com as formas, fã da gula. Depois volta a primavera e o corpo recomeça, com ou sem muito estudo.
domingo, 17 de agosto de 2008
Feliz aniversário!!!

No cartão estava escrito "não repare na quantidade de velinhas", e ele leu "não repare na qualidade das velinhas". O filho deu um presente, e ele disse "obrigada, querida". A querida deu um presente, e ele saiu com um "obrigado, filho". Ninguém achou estranho. A criatura é assim e assado e assado assim foi. Às vezes, irrita, mas, na maior parte, faz rir.
Feliz aniversário!!!!
Muitos anos de vida!!!!
We love you...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Número 5

Ganhei! Viva!!! Ganhei mais um afilhado. O primeiro porque, na verdade, os outros quatro são afilhadas, meninas, as minhas meninas: da Maricota amada, que faz 20 este ano, a Lívia gorda, que faz 4, com a Ju e a Luciana correndo parelhas. Agora, chegou o Enzo, um bebê enorme, de olhos muito azuis. Eu mal o conheço e já estou apaixonada por ele. Viva!!! Ganhei! Ganhei mais um afilhado!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Sem assunto

Ando sem assunto. Ando de lá para cá atrás de um carro novo. Quero o que ainda não existe. Quero isso e quero aquilo. Quero espaço na garagem. Não tem espaço na garagem. Tem espaço na cabeça depois que passa a enxaqueca. Tem Tylenol de vários nomes. Tem comprimido para dor flex. Tem um zilhão de coisas para memorizar. Tem 26 canetas gastas no caneteiro. Tem uns quilinhos sobrando sobre as minhas pernas. Tem 300 abdominais assim e assado para serem feitos. Tem botas de cowboy nas promoções. Tem uns parezinhos no meu armário. Tem o acento diferencial dos tens para cair. Tem um zilhão de tens, isso tem, e ainda assim ando sem assunto.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Assim

Assim: nem tudo o que eu digo eu concordo comigo mesma. Por quê? Well, porque eu sou assim. Mas tudo o que eu sinto, eu sinto em mim mesma, o que, às vezes, é bastante ruim. E quando me sinto bastante ruim, fico também bastante RUIM, má, maligna. E aí as minhas palavras são tão pérfidas que mesmo quem não tem nada a ver com elas se sente atingido. E eu não estou escrevendo para magoar ninguém que me lê, com raras exceções, porque eu posso ser um pouco inconstante e incoerente. Eu estou escrevendo para desabafar ou abafar o que me incomoda ou atormenta porque, quando a gente é gente grande, o mundo é diferente da terra prometida. E, depois de alguns anos de felicidade, eu tinha de passar por algum tempo mais magro. Não teria como ser de outro jeito. Então, please, um pouco de paciência e, se for possível, please, um, pouco de mimo porque, no fundo, eu sou quase uma florzinha. Assim desse jeito, se é que alguém entende.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Uma bípede

Nenhuma mensagem
o silêncio de sempre
os e-mails e as palavras em branco
a história se repetindo
repetindo repetindo e não acontecendo
o braço que se estende
e se estende e estende
a submissão à vida
aos sonhos trocados por pesadelos
os projetos desvalorizados
as idéias desvalorizadas
as atitudes ignoradas
os pedidos ignorados
a solidão de verdade
ameaças ocupando o interesse amoroso
a cabeça e o corpo envolvidos por um lutador de sumô
carentes de amor
doentes de amor
entupidos de remédios
sem energia
sem força
sem fé
todo mundo cheio de orgulho
de necessidades
de vinhos
de festas
de gentes
todo mundo falando um idioma estrangeiro
reproduzindo as incompatíveis língüas maternas
aprendidas na vaidade
e no
abandono triste nascido do ego.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Quebra-cabeças

Espaços ocupados por sombras improvisam sentimentos guardados feito resquícios. A relação sempre foi surda. Humilhações engordaram a memória; as palavras adiaram o mundo e a casa em que ti existiam. De nada foi útil a redoma de vontade e de força contra o quebra-cabeças. Inominável, ele se tornou ao renunciar as partes do teu nome e do teu afeto desconstruído.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Plasil é com Z ou é com S?

Plasil é com Z ou é com S? Não importa. Preciso de uma caixa de caixas. Tem gente a beça me dando enjôos, uma turma abominável como o homem das neves, feia e fedorenta e peluda, cabeluda! Eu sei onde eles moram, e eles sabem que aqui estou eu, a bípede falante para muitos e por demais silenciosa para eles. E assim tem de ser porque meus instintos estão ficando mais primitivos do que nunca, porque sinto vontade de retornar ao tempo das cavernas para matar a pedradas a tribo inimiga. Por que a bípede falante, ao contrário do que se imaginava, é uma criatura animalesca, que rosna e ruge. Porque ela pode ser boazinha e bobinha e docinha, mas não quer. E não querer faz toda a diferença; assim como o desencontro essencial. Porque se for o caso, ela não vai morrer de fome. A bípede pega, mata e come.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Dias de cão

Não tem nada a ver com Raskólnikov e sua teoria. Ela sente vontade de esganar e matar um monte de gentes por ser uma criatura tão vulnerável quanto qualquer outra. Se fosse possível, se não houvesse o castigo e a vida se regalasse no crime, estaria ela, ali, bem sentadinha, na primeira fila das vilanias. Ela detesta a vizinha, detesta a Jatobá e detesta até o Nardoni, feito de maldade açucarada para disfarçar a má índole. Ela quer mais que ele se foda e morra com a boca cheia de formigas amigas e espíritas. Ela está furiosa porque tem sede de tudo e não há água para nada; porque um martelo há dias enche os ouvidos de tambores e sujeiras, porque a resposta à falta de organização e planejamento é sempre a mesma de que família e obra e vontade são assim e pronto. Então, chega de prédios naufragados de passado e de patrimônios de ameaça. Ela não cria raízes em solo de tijolos. Podem derrubar a caixa branca, os quatro andares de parentes que ela vai morar aqui e ali e na puta que o pariu desde que a rotina tenha casa, comida e água quente e fria.
Haja saco!

Acordou sem água para escovar os dentes e tomar um banho. Foi para a cozinha e deu de cara com a pia cheia de louça. Tentou ler um pouco Os Dois Irmãos, mas as marteladas e a voz desagradável da vizinha não permitiram que ela se concentrasse. Acabou não comendo nada, nem na hora do almoço. Ainda bem que o dia de hoje não foi ontem. Ontem, teve visitas ao meio-dia. Vinte e quatro horas depois, nem a descarga nos vasos é possível dar. O jardineiro molhou as plantas feito uma gota. A empregada, incoerentemente, está mau-humorada; sente vontade de trabalhar quando não é possível. A humanidade sente vontade do que não é possível. Eva teve de sair das costas de Adão; ela, as casas, os negócios, o telefone celular, a Internet. Toda a parafernália de um planeta destinado a levar tudo por água abaixo mesmo quando é ela o que falta.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Remendos

Remendos aqui e ali, ajustes aqui e ali e o desconforto persiste nas cores quentes das roupa e da pele. A criatura sente sono e silêncio. Não consegue evitar. Espera a passagem das horas evitando derreter a cera que molda sua boneca. Em algum lugar, ela foi encontrada. Não havia manual de montagem ou intruções por absoluta falta de necessidade. O modelo básico, desenvolvido em linha de montagem, não teve aceitação de mercado. Varejistas de visão ficaram de fora. Uma única criatura bípede e confusa deixou-se levar pelos matizes fascinantes da promessa. Sem fórmulas e estatísticas, aderiu à causa e ao grupo. Quebrou as pernas, os braços e a cabeça. Passou Bonder nas juntas. Grudaram-se os dedos às feridas. Só então, ela soube que não havia razão nem família.
My bucket list
Começa hoje a minha lista.
1) Mudar para o Rio de Janeiro quando completar 65 anos de idade.
1) Mudar para o Rio de Janeiro quando completar 65 anos de idade.
domingo, 20 de julho de 2008
Bucket List
Vou começar a minha bucket list, e ela terá de acontecer. Terá.
1) Mudar para o Rio de Janeiro quando completar 65 anos.
1) Mudar para o Rio de Janeiro quando completar 65 anos.
Nas páginas do Az igazi

Ele se matou aos 89 anos - vivendo em uma América de todos e de ninguém -, viúvo há alguns meses, um dia ou poucos antes da queda do muro de Berlim. Ele pode ter caído em desespero como alguns conhecidos meus falam. Eu não acredito. Estava tudo pensado, planejado, sentido. O Az Igazi, escrito décadas antes, já o dizia.
" No início a solidão é difícil, como uma sentença. Existem horas em que você acha que vai ser insuportável. Talvez fosse melhor dividi-la com alguém, talvez a punição pesada fosse mais branda se você a dividisse com qualquer um, com companheiros indignos, mulheres desconhecidas. Há momentos assim, é o tempo da fraqueza. Mas ele passa, porque a solidão aos poucos abraça você, pessoalmente, como os elementos misteriosos da vida, como o tempo, em que tudo acontece. De repente você compreende que tudo ocorreu a seu tempo: primeiro houve a curiosidade, depois a espera, em seguida o trabalho, e por fim a solidão. Você não quer mais nada, não anseia por uma mulher nova que o console, nem por um amigo cuja fala sábia alivia a alma. Toda fala humana é vaidosa, também a mais sábia. Em todo sentimento humano existe egoísmo, intenção torpe, chantagem fina, e compromisso impotente e desesperançado! Quando você sabe disso, quando de fato não espera mais nada dos homens, quando não espera ajuda das mulheres, quando conhece o preço suspeito e as conseqüências assustadoras do dinheiro, do poder, do sucesso, quando não quer mais nada na vida a não ser se esticar em algum lugar na terra, sem sócio nem ajuda nem conforto, e ouvir o silêncio, que aos poucos começa a soar também na sua alma, como nas margens do tempo... você tem o direito de partir. Porque esse direito você tem.
Todo homem tem o direito de se preparar para a despedida e para a morte sozinho, num silêncio religioso. Direito de esvaziar uma vez mais a alma, torná-la vazia e encantada como era no início dos tempos, na infância."
sábado, 19 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Sobre segredos e livros
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Maior e menor

A menor tinha um vestido azul-marinho, com bolsos vermelhos e laços de bolinhas brancas. A maior, também. A menor tinha os cabelos escuros, a pele clara e o corpo franzino. A maior, também. A menor era filha de uma moça alta e distante. A maior, não. A mãe da maior estava sempre ao seu lado, emparelhada com seu um metro e trinta, temendo pela saúde, beleza e futuro da filha. Desde a primeira vez que a vira: peso abaixo da tabela, peito saltado, fragilidade gritando, grudara-se a ela feito carrapato, piolho, pulga, bichos assim. A mãe da maior era uma mãe presente e em diversos sentidos. Não ganhara uma menina. Dera-se a ela, dizia. Não espionava sua cria. Observava. E a maior apreciava o banquete de zelo, pisoteando, sempre, o tapete materno a seus pés.
A maior tinha um vestido azul-marinho, com bolsos vermelhos e laços de bolinhas brancas. A menor, também. A maior tinha os cabelos escuros, a pele clara e o corpo franzino. A menor, também. A maior era filha de uma moça alta e constante. A menor, não. A mãe da menor não sabia verificar temperatura, trançar cabelos, planejar futuros. A mãe de menor não alimentava medos, não tecia dúvidas. Desde a primeira vez que a vira: peso acima da tabela, peito roliço, força gritando, desgrudara-se dela feito leão, tigre, onça, bichos assim. A mãe da menor não era uma mãe presente e em diversos sentidos. Não ganhara uma menina, nem dera-se a ela, dizia. Não espionava sua cria. Ignorava. E a menor apreciava a tigela de zelo, admirando, sempre, o tapete materno que nunca estava a seus pés.
Nunca mais

Nunca mais ele dormiria em um hospital. A decisão soava irrevogável. Suas costas e sua sensibilidade apresentavam nódulos de cansaço e dor. Seria preciso muito mais que um Dorflex para acalmá-los. Os lençóis e as fronhas cheiravam mal. Barulhentas, enfermeiras haviam agredido o seu sono. Agora, uns quinze dias na praia, ou mesmo um final de semana longe já lhe fariam bem. Seu fôlego clamava quietude. A inesperada transgressão de sua rotina cegara o seu humor; o multiplicar descontrolado de outras células, a sua liberdade. Ele estava envelhecendo, e a sua presunção permanecia jovem. Vestir uma chaga cristã em acolhimento ao verbo alheio não combinava com seus planos, muito menos o crachá de acompanhante pregado em seu peito.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Que cansaço...

Dor nos olhos, dor na nuca, dor no ombro, cansaço nas costas. A bípede já tomou um Tylenol e algumas xícaras de café para seguir em frente. Daqui a pouco, busca o pequeno bípede na escola e depois não sabe se volta para as leis, se vai ao cinema ou se dorme. Dormir seria bom, mas essa hipótese parece pouco provável.
Zendülök

" Como é difícil romper com as pessoas! Acreditamos que somos livres e, quando queremos nos libertar, descobrimos que nem podemos nos mexer."
" Entre pessoas pode existir um ferrolho pesado e impossível de destravar, passível de ser rompido somente à custa de ferimentos."
" A carne tem vida como a alma. É preciso lhe dar ordens e moldá-la."
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Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012
1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011
1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
90. Uma mulher -Péter Esterházy
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva
Leituras a partir de 19 de Julho de 2010
1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.














