sexta-feira, 30 de maio de 2008

De manhã...


Acordei perto dos olhos calorosos e da voz suave da minha infância. Feito um presente inesperado, estava ela na sala, sentada à cabeceira da mesa, tomando um café. Minha mãe mais mãe, o abrigo de amor incondicional e de ternura, as mãos fortes e meigas que tocavam as minhas. O apoio sólido e silencioso, guardião das minhas peripécias e admirador dos meus progressos, abraçou-me sem dizer uma única palavra. Palavras nunca foram necessárias. Minha mãe mais mãe nasceu sete anos depois de minha outra mãe e, mesmo sendo mais jovem, tornou-se mãe de nós duas, dandos-nos, com facilidade, o que quase ninguém sabe oferecer.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Chove chuva


Tanto sobre o que falar. A vida é um ritual óbvio; porém, facetado por expressões solúveis. Às vezes, sem limites. Muitas outras, cheias de portas feitas de segredos e fachadas. Nem todos irradiam calor. Gordinhos parecem mais generosos. Parecer não é ser. Estamos eternamente nos preparando para alguma coisa sem nome. A memória nunca se apaga. Desbota. Atua feito um pintor impressionista de nuvens brancas, coloridas ou cinzas como as que, a minha janela, visitam.

O caçador de pipas


Aviso: depois de assistir O Caçador de Pipas, ela deixa de ser uma bonequinha de lixo e passar a ser uma burguesa de lixo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Indiana Jones e o tempo da rendição


Não dá para acreditar. Ele, já vovô, casou com ela depois de tantos anos. Não dá para acreditar que o chapéu e o chicote se renderam a uma saia, no caso calça comprida, porque tiveram um bebê e envelheceram e blablabla. O nome Indy poderia continuar sendo escrito nas pálpebras das jovens, nem tão jovens, apaixonadas e poderia continuar sendo uma força de resistência às instituições e à dinâmica aniquiladora das inspirações. Mas colocaram a criatura dentro da arca perdida, e ela agora é igual a mim e a você e está tão casada e domesticada quanto a gente.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Mais poesia


De Mário Quintana

Nem tudo está
mudado:
durante o sono
o passado
em cada esquina põe um daqueles antigos lampiões.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Delicada como um bibelô de porcelana, ele disse. Assim ela viveu durante um ano e sem estar depositada em uma cristaleira. Esteve sempre solta, indo de lá para cá em uma roleta russa

terça-feira, 20 de maio de 2008

poesia

"Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.

E se sinto quando estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida."
Fernando Pessoa

Giro


O silêncio ofende os ouvidos. Grita enquanto ela seleciona palavras, amigos, escolhas. Ela quer escrever páginas, mas tem de esperar, como diria o seu pequeno, completar a missão, para, então, passar para a próxima fase. Tem de acompanhar o giro dos ponteiros e do moinho. Não pode dificultar o próprio círculo. Já se perde nos livros que lê. Não poderá errar ao dobrar uma esquina.

Muito além de mim


Ontem, eu a vi, de relance, feito um flash. O cabelo escovado, a postura sorrateira. Não sei se ela me viu também. Senti vontade de atacá-la e ofendê-la. Não fiz nada. Nauseada, saí o quanto antes de perto. Caminhei para casa confusa, me sentindo um pouco Isabela, pensando se, com um castiçal de prata, ela e ele não me enterrariam depois sob o solo fétido de seu galinheiro. Um casal quase Nardoni. Uma estranha e um desconhecido íntimo unidos e muito além de mim.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Haja o que houver

Moinho de papel


A matéria sólida à procura de margens sem saber quais são os seus direitos desarruma a solidão e a sala até então generosas. Não pretende tirar vantagens, nem causar desperdícios. Respeita as regras insanas da vida e as quatro paredes do silêncio repleto de quadros. Processa as cores absolvendo o ritmo instável, ciente das impossibilidades paralelas. Nada está por fim perfeito e acabado. Nebulosa e incômoda, a desconfiança aloja-se em seus bolsos, revista sua família, sua disciplina, seu trabalho. A engrenagem segue provocando os nervos. Os livros vêm em seu socorro para estabelecer os critérios de reciprocidade. "Você só ganha dos livros alguma coisa se for capaz de dar alguma coisa às suas leituras.". Zelosa, ela aceita o acordo, o encontro, os riscos de cada página. Não discute apesar do medo. Tampouco se surpreende por comprá-los aos quilos.

domingo, 18 de maio de 2008

O pastor


O Pastor

Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.

Lalalas...


O motor esfriou, ela entrou em ponto morto e ficou pensando se o tanque não estava vazio. Se estivesse, teria de ir com seus próprios pés. Novidade nenhuma. Então, espiou a boca no retrovisor, os lábios de mesmo tamanho, fáceis de passar batom, mas batom, se não for vermelho, não tem graça. Deixou por isso mesmo e ligou o rádio como sempre faz e o desligou no instante seguinte como sempre faz. Cadê a caixa de cds? Olhou, olhou e pegou o bem de cima, que está sempre em cima e dali não sai. E ouviu as mesmas músicas e cantou de quase todas um pouquinho, lamentando não ter a trilha dos Maias e pensando em sua semelhança com o Pedro e não com a Monforti. Haja o que houver eu estou aqui lalala perto de ti, volta depressa, oh meu amor lalala. E de tanto lalala sentiu-se cansada e, de novo, pensou se não tem uma síndrome de fadiga de quem todo mundo ri e com quem ninguém brinca.

O mundo é um moinho


Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés



quinta-feira, 15 de maio de 2008

O porquê

Foi lá e perguntou na cara o porquê. Ela ficou pensativa. Ihh, essa criatura não vai responder, o detetive pensou. Se falar alguma coisa, a verdade é que não vai ser. Insistente, perguntou outra vez. E ela seguiu em silêncio. Será muda? Será surda? Escreveu, então, um bilhete. Os olhos acompanharam a caneta. Cega estava provado que não era.


Perguntei a ela por que ela não escrevia mais. Não escrevia porque as palavras não queriam mais ser lidas e porque estavam exaustas de nunca serem cumpridas.

Frase



"Dime o que lés e te direi que eres."

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Por que será que agora tudo que não é ao vivo e em cores tem mais expressão?
Por que será que o Gerald Thomas não consegue se explicar com a voz e consegue escrevendo?
Por que ninguém tem paciência para aprender?
Por que a hipocrisia é sempre tão bem-vinda?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Eu sei


Ao que tudo indica, parece impossível. Ela, às vezes, ri demais; outras tantas chora demais. Passa horas lendo e fazendo caretas em um mundo secreto de palavras e autores mortos e vivos. Come pinhões como se fosse o último dia de sua vida. Hipnotiza-se por tudo onde há a cor vermelha. Acorda emburrada, mau humorada e, depois, do nada, feito um passarinho saltitante, se encanta por uma folhagem ainda sem muitos ramos. Aí, fica feliz por que tem fogo na lareira e porque a caixa de chás está lotada de aromas vindos das foothills do Himalaia. Não toma nada alucinante. Mergulharia em um excesso de si. Toma só o prescrito pelos jalecos. E não toma se esse for o caso. E esse é o caso, porque ao que tudo indica, mesmo parecendo impossíve, a criatura é normal, de longe e de perto, sem cruz ou espada e pode, sim, viver em paz e bem!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Martianos...


Marti, como a chama um irmão, veio de outro lugar. Ela e outros tantos. Cada um de um astro, ou poeira cósmica, ou buraco. Na Terra, todos se encontraram. Como ETs de variadas origens, sentiram logo a vertigem da gravidade do contato forçado e não do planeta. Os mais rapidinhos arrumaram escafandros e máscaras anti-gás. Os mais de verdade optaram pela lenta e gradual adaptação. Os pulmões doeram quase tanto quanto as cabeças. Mas, depois, assim do nada, começaram a trabalhar sem esforço. Marti ficou bastante contente e, descalça e desarmada, aprendeu a língua local. Por conta própria, estabeleceu perímetros para as palavras; nunca para as idéias. A presença dos estranhos, com freqüência, lhe causava naúseas. Mas Marti não tinha febre ou dor. Tinha força de vontade. Em uma noite de estrelas, dormiu sobre um pedaço de papel e sem querer acordou reclicada, um tipo boneca, sem coágulo ou hemorragia, feito de aço e lixo bastante conhecido e só um pouco popular.

amor de mãe


A imagem dispensa comentários.

Nada nada


Não gosto nada nada de estar entre a cruz e a espada!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Quase quente



Vidros opacos cristalizam memórias de palavras rarefeitas. O teclado silencia antigos segredos. No lençol, rondam os pesadelos. O grilo falante está cansado do Dumbo e de suas orelhas grandes. Procura pelas pequenas para implantar paranóias. Na família da moça são quase todos doentes, menos do pé do que da cabeça. O sabor é amargo. Vem cá, amargo, ele murmura. Começa então a multiplicação dos rancores não divididos. Um punhado desproporcional para cada cristo sem orações ou encomendas. O pai matou os filhos e depois cometeu suicídio em uma ilha das Bahamas. Disfarçado de Teseu, ignorou o Minotauro por adoração à Medusa. A surpresa não derrubou a moça. No lugar da dor, bebeu do Samovar um chá verde e quase quente.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sopro



Tiquetaque, tiquetaque. Dê corda e cubra o cenário. O tempo é a testemunha. Sua força de vontade, a absolvição. Tiquetaque, tiquetaque. Não contrarie as horas. Some as verdades e as mentiras. Decifre a fórmula. Não se faça de muda. Tiquetaque, tiquetaque. O som é conhecido, um murmúrio da solidão. Cuidado com o hálito do amor. Preste atenção no relógio. Escute e prepare-se. Há um tiquetaque calado na língua, e um ponteiro, colando os vidros. Simpática ou fria, siga em frente até dizer bom dia!

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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