sábado, 30 de maio de 2009

Moeda

Pescado do Não Leia!:
"Na verdade, só existe a direção que tomamos. O que poderia ter sido já não conta. Ninguém aceita essa moeda; nem eu." (Mario Benedetti)

The winner takes it all



I dont wanna talk
About the things weve gone through
Though its hurting me
Now its history
Ive played all my cards
And thats what youve done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
Thats her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking Id be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
Its simple and its plain
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I dont wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
Youve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all......

Astronauta


Foi jogada da nave mãe feito um alienígena. Por um curto espaço de tempo, ficou presa a ela por um cordão. A ausência de gravidade deu a largada para a era da náusea. Vomitou no próprio capacete, poluindo a visão e o oxigênio. Ignorado o pedido de socorro, decidiu adaptar-se às circunstâncias e à solitude. Logo pegou o jeito. Satélites e foguetes passaram por ela, raspando. Um que outro a sacudiu e arranhou as suas vestes. Os equipamentos vitais permaneceram intactos. Forças da natureza agiram a seu favor. Ela agiu. Cometeu erros, muitos; acertos, também. Deixou-se levar e presa, algumas vezes à velocidade do som e outras à da luz, seguiu vislumbrando, à distância, o intocável planeta azul.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A louca do prédio


A louca do prédio não é a imaginação, nem é de lua. A louca do prédio fala mansinho e se disfarça de senhora. Com a cara mais de bruxa do que de pau nos acusa. Se não foi você, foi o seu marido, e se não foi ele, foi o seu filho, e se não foi o seu filho devem ter sido os amigos dele porque o que é dela não suja, nem fica velho. A gente que se eduque, porque se tem papel higiênico e absorvente no esgoto, só podem ser os nossos, e, no caso, o meu, e pouca importa a ela se no prédio vivem outras famílias e se eu menstruo ou não, porque a louca do prédio está é verde para colocar a nossa história em um caldeirão.

No supermercado


Rebolativa, empurra o carrinho. A calça jeans skinny elogia o seu traseiro feito de bife. No setor de hortigranjeiros, quanto toca as frutas, quase faz delas um punhado de suco. Joga a cabeleira loira para lá e para cá e arrasta os saltos pernas de pau como se andasse de chinelinho. Nessa hora, sinto inveja. Meus pés sempre me obrigaram a dar a perna a torcer. Cinco centímetros é o meu limite, daí para frente, pura deselegância me conduz. Decido, então, concentrar-me nas compras e rumo a outro corredor. A danada segue o meu passo. Sua mão encosta na minha na prateleira de leite condensado. É enorme. As unhas, mesmo vermelhas, lembram as do Zé do Caixão. Zé do Caixão me estampa medo e repulsa. Ela não percebe, ou ignora. Com uma sobrancelha erguida e peitinho empinado, diz: pode pegar, querida. Olho firme para o rosto não de todo estranho. Já vi. Vi em foto, e, infelizmente, foi por aqui.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Filosofia Sándor Márai

" ... es mucho menos peligroso un malvado que un imbécil. Y los imbéciles abundan sobremanera. Ellos sí que son peligrosos."

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Agulha


Foi até a beirinha e, timbum, mergulhou no palheiro. A agulha estava lá, bem quietinha. Deitada, esperava. Sem maldade, não era para corte. Para costura, no entanto, uma beleza. Ponto por ponto, acalmava as linhas.
Agulha em palheiro
faz gente
pequena
parecer poesia.
Uma agulha no palheiro. A felicidade em um copo de vidro.

terça-feira, 26 de maio de 2009

And the inveja goes to ...


Hostilidade gratuita é manifestação de inveja. Não adianta a voz articulada e o sorriso ensaiado. O conteúdo revela o ser e a ausência de ser. Se conto sobre os óvulos férteis, ela fala sobre a infertilidade de assuntos, como se a portadora de outro corpo jamais tivesse algo a dizer. Porque não a escuta, a imagina muda. Porque se imagina culta dispensa livros e cinema e sensibilidade. Se define pelo currículo da fama e pelos centavos no banco. O resto é o resto. As certezas são certezas, uma coisa é sempre uma coisa e outra coisa é sempre outra coisa. Não vê o caminho do meio, só as pedras, que arremessa, desajeitada, com o seu próprio peso.

Mudança

Mudou a vida inteira. Mudanças graduais, quase invisíveis. Nada claro, pré-estabelecido. Deixava-se levar pelo ritmo e pelas consequências, tantas vezes, evitáveis. Achava bom. Mentira, não achava nada! Faltava senso crítico, quem sabe vontade? Mudou, então, na essência. E agora muda porque quer, sabendo a direção, eliminando essa ou aquela possibilidade. Um jeito novo e mais verdadeiro mesmo que sujeito a erros.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O grande Sándor Márai


Sándor Márai é o meu gênio, sem lâmpada ou tapete mágicos. O voo se dá pelas palavras. Atende os desejos com idéias. Rega emoções com verdades. Sándor Márai suicidou-se aos 89 anos longe do desespero, perto demais da dignidade. Cuidou de sua L. até o fim, grato por ter com ela compartilhado toda sua vida. L foi sua pátria e sua letra. Guapa mesmo velhinha. Sándor Márai tinha nos olhos um telescópio; na cabeça, lucidez.
Dos diários, falando sobre o que lê:
21 de maio de 1985
" Todas las noches, después de atender a L., Sófocles. Edipo no tiene complejo de Edipo. Lucha contra los hechos, no contra el complejo."

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Another Big


Para o meu querido Marcelinho, também, so Big, with love.

Mr. Bípede and Mr. Big

Mr. Bípede
sente
ciúmes.
Não percebe
a ruga na testa,
as sombrancelhas grossas,
the moon river
na rotina
e no olhar da bonequinha
de
lixo.
A bonequinha de lixo
grita e
chora
e diz
you cant' do this to me again
e
suspira
e fantasia
com o Mr. Big,
e usa um colar Carrie
e o perdoa
como se ela
fosse.

Meu namorado francês


Meu namorado francês me escreve curtos emails. Meu namorado francês insiste na chama morta da adolescência. Meu namorado francês tem um filho e uma mulher má que se matou quando ele ia deixá-la. Meu namorado francês me vê uma vez a cada década e me chama de alegria quando lê sobre minha maternidade. Meu namorado francês mora em Paris e sonha com Porto Alegre. Meu namorado francês tem e não tem riquezas. Meu namorado francês é pródigo e ingênuo. Meu namorado francês é amigo de meu marido. Meu namorado francês vive à margem de um rio tão sem água, que me confunde com o seu parco oxigênio.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Moon river and Mr.Big

Mr. Big



Ooooh, my Big!!!

A moça


A moça tem ideias esdrúxulas. Por pudor, não comenta. Não abre o jogo em parte por preguiça, um tanto por ser a moça. Diz o seu filho que ela é boa motorista. Não é verdade. É quase. Vá ver ela estacionando! O seu sonho de consumo é um Tudo Fácil automobilístico: rodas virando em direção a calçada e um modelo de carro auto-limpante. Enquanto nenhum cérebro se dedica a tal proeza, segue no seu piloto automático, fazendo coisas com a sua cara de moça. A moça tem ideias esdrúxulas. Nada do gênero abraçe o seu vizinho e ligue para a sua sogra em seu dia. São só ideias, mas isso fica para outra hora senão ela perde a fantasia.

11 de abril de 1985

Dos diários de Sándor Márai:

" La libertad es un asunto privado. No existe la libertad institucional. El ser humano sólo puede alcanzar la libertad - de una u outra manera - a solas y gracias a su propi tenacidad. Y además por poco tiempo."

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Que livro você é?

Para a Bípede deu o Memórias Póstumas de Brás Cubas. O que será que vai dar pra você?

http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml

"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.

sábado, 9 de maio de 2009

you can dance


O pensamento anda quebrado. Não é fácil montá-lo. Falta ou sobra uma palavra. Bate a preguiça. Em compensação, dorme melhor. A pele dispensa o blush. O corpo, exigente, segue pedindo exercícios. Um pouco de folga também cai bem, quase tanto quanto uma aula de walk dance. You can dance, mesmo não sendo uma bailarina, e não precisa ser nos embalos de sábado à noite. Nada precisa ser como no cinema. Aliás, tomou-se de ira pela telona e que ninguém repita que a ira é um sentimento humilhante. Depois da queda do império celeste, os pecados capitais podem dar as caras, desde que se reconheçam e deixem a moça livre em sua insignificância.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

cocorococó


Era assim: frio na maior parte do tempo. Ruas vazias durante o dia; completamente fantasmas à noite. Do quarto, se ouvia o trem passar e o canto do galo. No cinema, sempre Trinity, kung fus e Teixerinha. Uma vez, Chica da Silva e a Batalha dos Guararapes disputando o prêmio do pior filme da história. Na escola, uma canjica boa, nem tudo estava perdido. Havia também a bicharada mamífera e suas crias amaciando os corações quase endurecidos. E havia pinhão assado em fogão à lenha e uma biblioteca bem gorda no gabinete. A criatura, então, até parecia contente vivendo no ninho com outras aves e biscas, parecia. É fácil parecer. Todo mundo parece qualquer coisa, mesmo os depenados e os de asas mais cortadas, a criatura que o diga, ela que poderia ter sido, pelo menos, um pouco mais galinha.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cursiva


O lance é o seguinte: a criatura finalmente aprendeu a escrever com letra cursiva. Aprendeu na marra, na tarefa de ajudar o filhote e, desde então, voltou ao passado, à terceira série da prof. Avelina - aquela professora já velinha que insistia com o caderno de caligrafia. Aí, a criatura começou a achar assim um pouco feia e perdida a tal letra script e deu um banzo com o teclado do micro, com o monitor do micro, com o micro. Bateu na cabeça o Em Algum Lugar do Passado versão 2009, e certa revolta instalou-se nos dedos e, agora, para teclar, a bípede tem de fazer um esforço e outro e esforço e isso tudo tá dando um enorme cansaço.

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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