quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Amigo pra trincheira



Companheiro pra trincheira não pode ser qualquer um. Domingo,o melhor amigo do bipedezinho, um Pimentinha, tão loirinho e danado quanto o Denis, decidiu promover um treinamento de guerra para salvar o planeta e para comemorar o seu aniversário. Camuflagem, armas de água e risada, coragem de faz de conta, trincheiras imaginárias, um universo lá. O meu filhote está fascinado com a idéia. Foi na Tropa de Elite comprar apetrechos para incrementar o seu uniforme. Fui junto que não nasci ontem e porque estou mais excitada que os dois e as outras crianças envolvidas. Sendo assim, comprei uma camiseta camuflada (laranja para combinar com minhas idéias transloucadas) e um chapéu. Comprei para o Pimentinha, um tênis camuflado. Queria um para o meu bipedezinho, só tinha um par :( Tinha o meu número. Eu bem que queria, mas fiz um esforço e não levei. A festa vai ser deles, mas eu já me contento com uma lasquinha!

Enquanto dirige, vai ouvindo...

Bono and Sinatra




Ive got you under my skin
Ive got you deep in the heart of me
So deep in my heart, that youre really a part of me
Ive got you under my skin

Ive tried so not to give in
Ive said to myself this affair never will go so well
But why should I try to resist, when baby will I know than well
That Ive got you under my skin

Id sacrifice anything come what might
For the sake of having you near
In spite of a warning voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear

Dont you know you fool, you never can win
Use your mentality, wake up to reality
But each time I do, just the thought of you
Makes me stop before I begin
cause Ive got you under my skin

terça-feira, 25 de novembro de 2008

There is another Bono with me

A fraternidade é vermelha

Another one do mesmo cd

Glory Box



Im so tired, of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For Ive been a temptress too long
Just give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman
From this time, unchained
Were all looking at a different picture
Thru this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over, and give us some room
Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman
So dont you stop, being a man
Just take a little look from our side when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry
Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
Its all I wanna be is all woman
For this is the beginning of forever and ever
Its time to move over

Planos

Voltar a estudar italiano.

La più bella e dolce canzone di Claudio Baglioni

Não tinha nada escrito. Peguei entre tantos e coloquei para tocar no carro. Lá estavam elas, e aqui está uma: Notte di note.

Vai dormir

Ahã, te peguei. Você tá aí, né? Em silêncio, fingindo que trabalha. Tá desesperado para pegar o casaco e dar no pé. Viajar para outro lugar, no tempo, cair em um túnel black and white. Porque, de vez em quando, o banzo levanta um oceano maior que o aquário e deixa a água e o sorvete sem um pingo de azul. E dá um bocado de sono. Porque eu tou com sono, e eu vou dormir. Eu tou avisando. Vai ter cochilo assim do nada, um sono feito um musical em plena sessão da tarde.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Inspiration

O Bono sentado no banco ao lado. O trânsito lento. A bípede indo buscar o pequeno na escola. No rádio, toca Being Boring. Ela aumenta o volume. Bastante. Segunda-feira é dia do senhor bípede fazer o trajeto. Compromisso extraordinários não o deixaram sair de trás da mesa. Então, lá vai a criatura com seu cão, de orelhas em pé, desconfiado de tão alta música. Um intervalo vem bem, quebra, abre espaço, rompe qualquer CADEADO, ela tem certeza. E rompe com melodia e inspiração. E inspiração é a palavra chave e o motor. Porque não se pode perdê-la. Inspiração é mais que fé. Inspiração é a fé posta em prática. E, se você tem inspiração, você não tem idade, você tem qualidade. When you're young you find inspiration... lalalá lalalá...



I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
"Dress in white" one said, with quotations
From someone's wife, a famous writer
In the nineteen-twenties
When you're young you find inspiration
In anyone who's ever gone
And opened up a closing door
She said: "We were never feeling bored

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end

When I went I left from the station
With a haversack and some trepidation
Someone said: "If you're not careful
You'll have nothing left and nothing to care for
In the nineteen-seventies"
But I sat back and looking forward
My shoes were high and I had scored
I'd bolted through a closing door
I would never find myself feeling bored

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here and some are missing
In the nineteen-nineties
I never dreamt that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You'd be sitting somewhere here with me

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

And we were never being boring
We were never being bored
'Cause we were never being boring
We were never being bored

Acrobata da Dor


Entre a paranóia e o misticismo, escolho Cruz e Souza, meu simbolista favorito, não só o meu simbolista favorito, but um dos poetas favoritos entre os meus favoritos, e o seu poema que me dilacera tanto quanto me salva.

ACROBATA DA DOR

Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.

Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta...

Pedem-te bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d'aço...

E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.

domingo, 23 de novembro de 2008

Amenidades



Falta de energia. Dor no braço e nos dedos. Medo percorrendo o corpo. O descanço desplugado. O pequeno bípede, em casa, doentinho desde quarta. Vai ter de usar tampões na piscina; sua mãe o tempo todo. Não tem lugar onde vá que alguém não conheça alguém que conhece outro alguém disputando uma vaga. Está cansada de ouvir falar e viver na concorrência. Se vive na concorrência. Está cansada também do Natal e suas decorações over the rainbow. Está três quilos mais magra desde a primeira aula de hidro. Os cabelos estão prontos para serem postos à venda. Um chiado e um cheiro esquisito escapam do secador, tão revoltado quando antigo. Nada do verão chegar. Passou o dia de mangas compridas e casaco. Está de pijama cor de rosa e chambre de bicho pintado, como diz o bipedezinho. A casa até que está arrumadinha. Não teve coragem de ir olhar o setor do senhor bípede. O senhor bípede mandou instalar a net digital há dois dias na sala lá de cima e, desde então, mudou-se para muito além do jardim. O senhor bípede é portuga até a última célula embora tenha mais vocação para Júlio Cézar do que para Dom Joãozinho. A irmã mais velha da bípede fez aniversário e o pai das duas, de novo, esqueceu detalhe tão irrelevante. O braço direito do senhor bípede completou 30 anos, tem a cara e o corpo do Gianechini, e a bípede pode comentar bloguisticamente o fato sem ele se importar porque, querendo ou não, ele ouve Ave Cezar, sim, amo, I love you.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

You must remember this



Perto demais foi impossível o recuo. Os olhos nublados feito a tarde respingaram em seu corpo ágil, e ela teve de abrir espaço sob o guarda-chuva. Ele a segurou pelo braço e ordenou: - vá de devagar; e a frase pequena gemeu baixinho no sangue já acelerado. Incapaz de controlá-lo e sem saber o que dizer, ela encarou o brilho cinza, elemento nem tão surpresa de sua rotina, e, sem consciência, abriu a boca para receber a nova língua.
Não tinha a mínima intenção. Sempre sorriu ao dizer olá, tudo bem, boa tarde. Ele, não.
Escolheu, entre a paranóia e o misticismo, a cruz e a espada.

Licor de ovos



Está na hora de dormir. Não consigo mais escrever. O meu pai de todos está à beira de um colapso. Digitar é fácil. A questão é que sou chegada em uma caneta bic. Adoro o azulzinho para estudar. Minha lata de vazias está tão cheia quanto charmosa. Virou uma instalação derivada do espírito estudantil que me abate. Virei o alvo de uma obstinação franco atiradora. Não me imaginava tão competitiva. Sempre achei um porre de licor de ovos esse tipo de gente. O mundo é um grande ovo feito mais de porres do que de licores, e não tem lei seca capaz de evitar os embriagados. Nem garrafa pet é capaz de contê-los. E se fosse não teria graça porque um bêbado chato é um chato, mas, quando não é, até que fica bem engraçado.

Receita:
Para tomar um porre de licor de ovos, consiga:5 gemas de ovo, 250 gramas de açúcar,
½ litro de nata e ½ litro de bom conhaque. Aí, bata as amarelas com o açúcar, depois, junte a nata e a bebida alcoólica e fique mexendo, mexendo, mexendo.
Quando se servir, junte um pouco de canela e depois desmaie. Que fácil!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ela

Do blog do Maia, que beleza...

Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente.

Se eu fosse um peixinho



Ele sentiu um frio na barriga no primeiro dia. Os quarenta e cinco minutos foram de horror, mal conseguiu caminhar. No dia seguinte, ainda no carro, teve certeza de que, outra vez, a sensação o assaltaria quando entrasse na água. A mãe, sem saber o que falar, recorreu a história de que o medo é uma miragem e disse ao menino que, juntos, venceriam qualquer tsunami. Ele aceitou e, pela segunda vez, os quarenta e cinco minutos derramaram tormento. Ela sentiu aquela dor que sobe pelo nariz e se instala no meio da testa. Afogou-se em dó. Persistente, marcou uma aula a mais por semana, conversou um pouco aqui e um pouco ali com os professores e lá foram os dois. O frio na barriga amornou um pouco, e mais um pouco e, puff, escorregou. De movimento em movimento, derreteu, transformando-se em agilidade e alegria. Contentíssima, ela levou a máquina para fotografar o filho, que, agora, além de criança, é também um adorável peixinho.

sábado, 15 de novembro de 2008

Penélope de luxo

Está ou não está parecida com a querida bonequinha?

Barcelonices



Fui ao cinema ontem, uma sexta-feira à noite. Nem eu acredito. Vi o filme do Woody Allen. Sala cheia. Uma moça falante, sentada ao meu lado, dando tapas nas mãos do namorado. Um delícioso saco de pipocas nas minhas. O filme em Barcelona. Não conheço, por enquanto. O Barden, a Penélope e as americanas. Eu não sou muito fã dessa nova geração made in USA. Anyway, duas interessantes americanas. Entre eles, como sempre, as amenidades e os conflitos das relações. Triângulos, como gosta de citar o senhor bípede. Lá pelas tantas, a constatação de que um poeta não se deixa publicar por raiva, vingança. Vingança de quê?, alguém pergunta. Da civilização que em milênios consideráveis de homo sapiens ainda não aprendeu a amar. Sei lá. I love my son. E vale dizer porque nem toda mãe é mãe e ama sua cria coisa nenhuma. De qualquer forma, I love outras pessoas também e não só o digníssimo marido. Amo profundamente minha melhor amiga. Tem sido ela the love of my life porque somos amigas, firmes e fortes e constantes, desde o berçário, e isso não é pouco. Mas, voltando ao filme e aos triângulos, fiquei me perguntando e sigo com a questão se existe amor romântico ou erótico ou ambos fora de tal figura. Mesmo quando não há três criaturas explícitas, raramente estão ali só duas. A gente sempre pensa estar vendo um casal, bonitinho e lovely, como quase todos quando são just two of us. O que a gente não enxerga é o ego, por vezes, enorme, de mãos dadas, persistente e generoso, apenas com seu dono.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uma morticia


A vida como ela é nem sempre tem charme. Tem calos nos dedos, cabelos desgrenhados e um infalível par de olheiras. E eu ainda tenho o descaramento de achar que a mãe de uma outra criança se parece com a Morticia. Quem se parece, sou eu - embora a outra seja mais alta e elegante e use mais pulseiras - e eu não tenha tantas curvas nem seja assim um uau. De verdade, gostaria de ficar por aqui lendo outros blogs e escrevendo no meu. Não posso. Tenho de ir estudar. Tenho. Tenho. Tenho. Então, lá vou eu!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Em algum lugar do passado


Em 1999, escreveu o Amor em Família. Na época, estava grávida de uma barriga redonda. Houve um estouro, e ela desinflou, perdendo a forma e o filho que nela vivia. A criatura mergulhou em dias difíceis de silêncio e dor. Mas foi salva pelas palavras. Restaram, porém, as memórias, um pouco partidas, como as que carrega da mãe. Uma mãe artista, que lhe viu sob diversas faces e a registrou em muitos retratos, como o da guria e o cão que ao blog ilumina.


Amor em família


Estou aqui sentada há uma meia hora, e a movimentação nas minhas células ainda é intensa. Latejam as paredes que as revestem. Não sei se é meu corpo ou minha cabeça que insistem com a tempestade ou se sou eu que faço um estilo mexicano, mas o fato é que não consigo me dominar, e as lágrimas jorram como se o meu reservatório emocional fosse feito de um plástico furado ou de um útero incapaz. Não te contei que estou grávida, não é? Sim. Estou. Já são vinte e quatro as semanas que crescem em mim. Minha barriga está grande e altiva, como se fosse eu própria o trono de um rei ou uma fada madrinha. No entanto, o que eu ofereço ao meu filho é pouco, beira a miséria. Reinam ao meu redor, a desordem e a solidão. À minha mesa não sentam mais os inocentes e, quando nos reunimos, pai, irmãos e ausência, é a luz do desafeto, a vela que ilumina.

Lá pela metade da década de setenta, eu fiz seis anos. Na época, minha mãe andava esbanjando energia. O meu aniversário foi em julho, em um inverno quente de tão gelado. Ela me convidou para entrar em seu quarto – território proibido -- , me deu um beijo e uma boneca e falou parabéns. Depois, disse que eu podia sair. Obedeci. E com o pacote na mão, desci a escada negra e fui sentar em uma poltrona do gabinete do meu pai. No trajeto, não encontrei ninguém. Foi como se eu fosse única e não houvesse família. Então, fiquei lá, ancorada sobre o couro vinho, somando minhas lembranças, pensando no quanto elas já eram longas e em como eu deveria me comportar. Seis anos eram um bocado de dias.

O meu filho está se movendo. Não para de me dar sinais. Sei que ele quer me dizer algo, talvez pedir ou dar ajuda. Às vezes, nos momentos em que somos apenas nós dois e os gritos do passado não afloram das bocas de nossa família, trocamos segredos, e eu o entendo. Não que eu não saiba decodificar mensagens. Eu sei. Juntos, nós brincamos de telepatia - telepatia umbilical. Um jogo para toda a vida e que, se agora está falhando, é porque a água, com gosto de sangue, já não me sufoca, mas a inquietação insiste. Circula feito um moinho de vento, bombeando cansaço em meu coração e me mandando dormir.

Quando chegaram os anos noventa, minha mãe morreu. Em uma segunda-feira qualquer, recebi o telefonema: venha logo que ela não está bem. Fui. Vim, estancando o medo com raiva e alucinações. Ela estava mesmo mal. A pulsação era de vida, mas o câncer a vencia. Eu entrei em casa, e nós sentamos no gabinete de meu pai. Ela na cadeira de rodas; eu, outra vez, na poltrona. Minha mãe olhou para o meu rosto e para o painel de quadros na parede. Ganhei um beijo, ela entregou-me um novo retrato e disse para eu sair. Saí. Foi como se eu fosse única e não houvesse família.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

My way



Eu gosto do velho e mal Frank. Mas a fria é grande e ninguém melhor que um pingüim para fazer cócegas nos meus ouvidos.

And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain.

Ive lived a life thats full.
Ive traveled each and evry highway;
And more, much more than this,
I did it my way.

Regrets, Ive had a few;
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.

I planned each charted course;
Each careful step along the byway,
But more, much more than this,
I did it my way.

Yes, there were times, Im sure you knew
When I bit off more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall;
And did it my way.

Ive loved, Ive laughed and cried.
Ive had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside,
I find it all so amusing.

To think I did all that;
And may I say - not in a shy way,
No, oh no not me,
I did it my way.

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows -
And did it my way!

Open the door, please

A mãe morreu muito antes do meu filho nascer. Nunca viu nem sombra da minha barriga. Boa mãe ela não foi. Boa avó estava sendo para as minhas sobrinhas.
O pai nunca morreu de carne e osso. Pode ver a sombra, a barriga e o neto. Não quer. É demais lembrar que alguém faz aniversário; de nomes de atores, diretores, produtores e todos os ores da indústria cinematográfica, é fácil.
A mãe brigava com ele por causa do excesso de filmes e da falta de excessos com os filhos. A Medusa não briga nem vê os filmes, tampouco é mãe. Programas de auditório são suas crias. E depois eu é que sou a macaca? Filme em preto e branco, bah, pílula para dormir. Roncam as cobras de sua maldade. O pai, meu, não dela, não se importa. O importante é como era verde o meu vale e quanto valem as vinhas da ira.
A mãe tinha complexo de Gilda. O pai tem um quê bem quê de Norman Bates. Eu tenho pavor de portas fechadas e de banheiras com cortinas. Prefiro janelas e bonequinhas.



De volta a minha mesa, ao meu teclado e ao meu mouse de bolinha. Sigo estudando.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Difícil


O computador do senhor bípede é mais veloz que o meu e tem um monitor muito maior, mas cada macaco com seu teclado e seu mouse. Esses daqui definitivamente não são o meu galho.

Janela Indiscreta


Meu micro foi atingido. Não é paranóia. Havia um espião, certamente, iludido, tentanto encontrar alguma riqueza em minhas dependências tecnológicas. Frustrado, atacou a máquina e agora a pobrezinha, em repouso forçado, espera o atendimento do doutor Daniel. Enquanto, esse não chega, pego emprestado o computador do caríssimo senhor bípede, dono de invejável sistema de anti-vírus e de melhor ainda arquivo de imagens. Novidades interessantes não tenho. Segue a rotina vidrada em canetas e leis. Por hora, não me é permitido virar a página.

P.S. A imagem é do filme Janela Indiscreta. Adoro!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Os irmãos Karamázov

Não é a hora, nem o momento. Não poderei abrir antes do famoso dia. Mas eu quero, eu preciso, eu tenho de ter e tenho porque a tradução é direta do russo, porque já li todos os outros livros que a 34 publicou dele e porque a gente pode passar a vida sem tomar chá com o Fiodor, mas sem lê-lo, não.

antes de amanhecer


Está para lá de tarde, mas minha bipedice me levou a navegar por outros blogs e, sem querer, encontrei aquele poema que uma vez quis e nem sei por que não procurei.

"Parem todos os relógios, desliguem o telefone.
Evitem o ladrar do cão com um osso apetitoso.
Silenciem os pianos e com tambores surdos
Tragam o caixão, deixem vir os que choram.

Deixem que os aviões gemam lá em cima,
Escrevendo no céu a mensagem Ele está morto.
Ponham laços de crepe nos pescoços brancos das pombas públicas,
Façam o guarda de trânsito usar luvas negras de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste.
Minha semana de trabalho e meu descanso de domingo.
Minha lua, minha meia-noite, minha fala, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre - estava enganado.

Não preciso mais das estrelas, apaguem todas;
Guardem a lua e desmontem o sol;
Esvaziem o oceano e acabem com as florestas,
Pois nada agora pode ter qualquer utilidade."

Parece que pesquei do blog não leia (não tenho certeza)em que o bloguista diz: poema declamado no filme Quatro casamentos e um funeral, de Mike Newell, e atribuído a W. H. AUDEN (1907-1973), poeta inglês de estilo solene e coloquial.

Já é madrugada


Three o´clock in the morning outra vez. Nas últimas noites, dormiu um pouco mais cedo. Uma dor na ponta do dedo polegar rumo ao ombro e a enorme lentidão para escrever a colocaram em leve molho. Na piscina, alongou feito um elástico. Tomou uns comprimidos de Tandrilax, em casa, porque não vai morrer agora que vislumbra a areia fina e branquinha. Depois do dia 14 de dezembro, é nela que deitará feito um lagarto. Certamente, o pequeno bípede estará por perto. A lista de coisas para a mamãe bípede fazer com ele não para de crescer. Os dois não param de crescer. Como no filme Pequena Miss Sunshine, a bípede acredita que vencer é tentar e de verdade. Houve um tempo em que ela não pensava exatamente assim; um tempo em que a criatura sofria de cretinice aguda. Agora, sofre de cretinice ocasional. Pode ser quem um dia sofra de rara. Talvez, fosse o caso de fazer uma aposta, ou, então, de marcar a resposta certa. Mas a bípede está tão cansada e, além do mais, já é madrugada.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Bicho de sete cabeças



Um bicho de sete cabeças se esconde na minha. Um bicho de olho na tocaia alimenta minhas paranóias enquanto as devora com prazer. Um bicho de sete cabeças gira meus instintos e sacode minhas certezas. Aguça minha fúria pedindo a ela por ternura. O bicho não se enamora da Hidra nem de seu Hércules mutilador. O bicho move o sangue, aniquila invasores. O bicho tem sete cabeças. Não tem sete vidas. Por certo, não há de ter também sete corações.

Bípede, o construtor

Ele é pequeno, tem as mãos pequenas, uma certa dificuldade para usá-las e quer ser arquiteto. Mamãe bípede gostaria de ter sido arquiteta. Não diz nada para não influenciar. Vai ficar quietinha, torcendo. Quem sabe um dia ele será?



quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Calmaria


Parece que os relógios pararam. A criatura está estudando, calma. Estado de necessidade total. Chorando ninguém aprende; com raiva, menos ainda. Se não der tudo certo, não deu. Dará um dia. A marcha continua; não de coturnos que as pernas e a mente preferem a disciplina das bailarinas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dica do blog do Maia



Sempre tem alguém igualzinho a gente ! No caso, o careca ali sou eu, ainda que eu tenha uma cabeleira.
http://ffffound.com/

raiva nos raios de sol


Meu livro segue adormecido à espera do beijo meu. Na caixa de papelão e em um arquivo .doc, guarda a raiva sem os raios de sol. Odeia a minha insubordinação, pisoteado por traças e pelo silêncio. Inveja as páginas, bordadas à mão, que dedico a estupidez humana decodificada em leis. Não entende a mecânica dos interesses modernos. Sofre com a criatividade mutilada, com o eterno retorno ao último lugar da fila de espera. Meu livro não conhece o do Fernando; talvez, nunca o conheça, porque, por alguma razão, eu posso muito bem ser apenas uma farsa.

Imagem: capa do livro
raiva nos raios de sol
Fernando Mantelli
http://www.naoeditora.com.br/sobre/
No site, dá para ler um conto - Medo e delírio em Alvorada -, by the way, um dos meus favoritos.

domingo, 2 de novembro de 2008

Mil e uma


Não tem mil e uma utilidades, não são mil e uma noites, são quase mil e uma páginas do dia 9 de junho para cá. Antes do nascimento dos arquivos, havia os cadernos. Não foram numeradas as folhas; logo, não se sabe quantas são. Talvez mil e uma também. No início da década de 80, ela era uma menina; no final, uma moça. Na de 90, começou moça e terminou uma mulher. Nesse milênio, deu a largada se sentindo mulheríssima, parindo o pequeno bípede. Agora, chora sentada de cansaço físico e mental. Nem se olha no espelho, apesar de seguir com os cremes, se olhar, tem certeza de que vai enxergar uma velha, velhíssima e de óculos, mesmo que ela ainda enxergue sem eles mil e uma páginas e muito além.

O livro da minha vida


Já que a folga tá rendendo, e a minha bipedice não me levou, ainda, de volta para a mesa de estudos, segue a minha homenagem ao livro da minha vida, que me acolhe mesmo quando jorram as minhas lágrimas sobre suas páginas. Eu não vivo sem você, Lavourinha!

Small town girl



Nos anos 80, arrumar as malas e pegar um ônibus. Deixar o café com leite, as bonecas e as referências para trás. Percorrer as curvas da estrada fatal até memorizar o caminho e reescrever as dores. Desenhar no canto do caderno uma casinha e depois chorar e chorar sem lenço e comprimidos. Caminhar quadras errantes na cidade desconhecida. Entrar em pânico, sair do pânico, ganhar o pânico. Percorrer corredores de ensino, aulas, músicas, corpos sarados e agitados. Eliminar os não quereres. Procurar os novos. Fazer e desfazer e refazer e dançar e correr pelo parque, pelas festas, sem pai, nem mãe, nem um olhar pra viver e poder arrumar as malas e pegar outros ônibus e beber de outros líquidos e brincar outras vezes em outros lugares, sobrevivendo as surpresas e às mágoas sem melodia.
You leave in the morning
With everything you own
In a little black case
Alone on a platform
The wind and the rain
On a sad and lonely face

Mother will never understand
Why you had to leave
But the answers you seek
Will never be found at home
The love that you need
Will never be found at home

Run away, turn away, run away, turn away, run away.
Run away, turn away, run away, turn away, run away.

Pushed around and kicked around
Always a lonely boy
You were the one
That theyd talk about around town
As they put you down

And as hard as they would try
Theyd hurt to make you cry
But you never cried to them
Just to your soul
No you never cried to them
Just to your soul

Run away, turn away, run away, turn away, run away.
Run away, turn away, run away, turn away, run away.

Cry , boy, cry...

You leave in the morning
With everything you own
In a little black case
Alone on a platform
The wind and the rain
On a sad and lonely face

Run away, turn away, run away, turn away, run away.
Run away, turn away, run away, turn away, run away.

Ontem assistindo o Live 8 London



Lembrei de que gosto de Keane... e desisti de ser, na próxima vida, macaca para ser britânica, que é quase a mesma coisa que ser uma insana livre e feliz e romântica... porque a minha bipedice não me leva a nenhum lugar além da minha mente movediça e sentimental...

"Somewhere Only We Know"

I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete
Oh simple thing where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me?
Is this the place we used to love?
Is this the place that I've been dreaming of?

Oh simple thing where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?

Oh simple thing where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
So why don't we go

This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Lavoura Arcaica


Minha homenagem ao livro que mais li e lerei na minha vida. Amo você, Lavourinha.

Livros doces livros


Começou a feira do livro. Eu não gosto da feira do livro. E também não tenho nada contra quem gosta. Não aprecio porque escolher um livro é muito mais do que comprá-lo. Porque eu preciso olhar a capa, tocar o papel, cheirar as folhas e ler um trechinho até me decidir, e na feira tem de tudo, menos tempo e espaço. E é preciso interesse, para não dizer envolvimento, na hora de escolher um livro, porque eles carregam mais que histórias. Livros são como um lar, doce lar. Não são objetos inanimados e solitários, ainda que assim eles passem a maior parte do tempo. Eles nos abrigam e acolhem, oferecem facetas, sentimentos e idéias a qualquer hora e em qualquer contexto. Ignoram nossas olheiras, nosso mau-humor, nossas mesquinharias. Simplesmente se entregam e sempre. Nada como ler o mesmo duas, três, quatro, cinco vezes.Livros, quando de verdade, nos transformam e mudam, e como, dentro das próprias palavras.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

E a macaca

Bah, a Heleninha tá tão magrinha. Ninguém dá uma banana pra ela!

Pensando bem...

Nem todo mundo é ao vivo e em cores na minha vida, mas ainda assim tem vida e cores e gosto deles assim sem ser mas sendo.

Em cores


Estava lendo o Família amo vocês, do Luc Ferry, quando parei de ser lente para ser estudande em regime de colégio interno. Outro dia, dei de cara com ele, o homem, nas páginas amarelas da Veja. Outro dia é modo de dizer, já faz algumas semanas. Sei lá. Eu estava gostando muito da história de que a grande revolução do século passado, o meu, diga-se de passagem (nada como ser old fashion e ter um filho de terceiro milênio), é a da intimidade. Até então, casava-se e tinha-se filhos e fazia-se amigos por todo e qualquer motivo, except love. Porque o amor era uma bobagem pouco importante. E ninguém amava ninguém, nem João a Maria e Maria a Joana e por aí vai. Ou, se amava, não se incomodava de abrir mão. Sei lá. O que sei é que me incomodo em abrir mão dos meus amores ou de largar a mão, para não dizer o pé, sobre eles, porque os meus afetos são as minhas inspirações, os meus motores e a minha revolução. É por eles e com eles, com suas singularidades e variadas idades, que a rotina tem graça e os sonhos, sonhos. Porque eles não são muitos, mas são ao vivo e em cores, ainda que, em certas épocas, a gente não se veja ou se veja tão pouco.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Os dias



Do blog Sem Cerimônias, onde passo alguns instantes do meu dia, para esquecer um pouco as horas e a dor de cabeça:
"Nada.
Não.
Talvez.
Não sei.
Ler.
Reler.
Aprender.
Fazer.
Comer.
Escrever.
Surpreender.
Desfazer-se.
Escurecer.
Dormiu.
Partiu.
Não viu.
Sonhou.
Acordou.
Pulou.
E tudo de novo, recomeçou. Nada, não... "

É isso, mais ou menos,a rotina. Talvez, com um pouco menos de comida do que se deveria, porque de uns dias para cá, perdi a fome; com um pouco mais de fazer porque tem a vidinha do pequeno bípede com seus compromissos e necessidades de criança; e com um pouco de escurecer sem sonho porque quase já não durmo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sorry

É... a criatura tá meio surtadinha... com o sono atrasado...o braço direito pra lá de dolorido...e não dá pra sair de férias... não antes do tal dia...

Coagulada



Não abro. Tem gente feliz mandando email infeliz. Mandam porque não checam e não se importam. Se um cavalo defecar em seus micros, chamam um empregado para fazer a limpeza, ou, então, desligam o escolhido para se religar em um próximo. Porque sempre tem um próximo para ser usado e usado até segunda ordem. Porque tem gente que vive na mais perfeita ordem, na mais perfeita felicidade, com o mais absoluto controle. Povo que sai bem na foto, no filme, na falsidade. Gente winner, pra não falar dos loosers, que ninguém mais quer saber de quem não é e não tem nem será o que não sei. Porque o negócio é ser loira química e peituda. Loira e peituda é pura química, se usar esmaltes escuros nem se fala. Vira o prato favorito dos canalhas pela verosimilhança egocêntrica. Que ser macaco ou gente não tá com nada. Tem de ser uma loba e andar com lobos e trocar de roupa e de alma porque o lance é se lançar no nada e do nada fazer bastante sacanagem, que o corpo vale mais que a mente e adoece menos que a mente, que enraivece e surta e fecha as saídas e embaralha as escolhas e diz não abro, não abro e não abro nem que fique coagulada.

Pois é




Votamos. Ele votou. Escolheu, foi lá e digitou. Assisti na boa. Ninguém disse nada. Tudo normal. Rápido. O cara venceu. A mulher, putz. Cremada. Sempre assim. Voltou pra casa. Vai ver foi a lavar a louça. Ou será que tem quem a lave até no final de semana? Lava-louça lava, mas não coloca a tralha, nem tira, nem guarda. Ajuda uma ajuda de meia tigela. Igualzinha a da lava-roupa. Entrega centrifugada e amassada. Um lixo. Um luxo de lixo moderno para quem não tem modelo com secadora estilo Brastemp. E ninguém mais fala em Brastemp, nem os sacos de lixo, que rasgam se a gente puxa a cordinha, não o saco, a cordinha, que também não tem nada a ver com a história e nem com o supermercado, onde o empacotador vem e diz: quer levar as compras em caixas? E você pensa, não, obrigada, quem é que vai carregar? Aí, ele mostra as sacolas ecomundernas a dois real meu irmão, e a gente ganha algumas na promoção, sem pedir emprestada, nem nada. Vão vindo, o povo colecionando, gerundiando para dar nos nervos, e transformando tudo em luxo limpinho até a hora que tudo encarde e vira poeira, não pó, que esse é o jeito que a minha religião permite.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lixomania


Cada macaco com seu blog ou blogs. Esse é o meu lema! Nos meus galhos, cabem montes. E adoro luxo e lixo, principalmente, quando se trata de lixomania. Sou fissurada em restos. Fui a raspa do tacho. Quando nasci, minha mãe me disse: vai, guria, vai ser criada pela Terezinha. Fui e de lá não saí. Sigo com a Terezinha. Tou com ela e não abro. Mãe é e não é mãe coisa nenhuma. Mãe é quem quer e ponto. Eu marco muitos. Me revelei boa de cria e boa de leite. Tá certo que só tenho um, mas cuido do um com C maiúsculo e sem preguiça, que não tenho preguiça, tenho banzo da pré-história e da minha vida de macaco. Saí pra lá minha vida de menina. Cedo, já queria ser gente grande pra ter minha própria árvore e arrancar minhas próprias folhas, que detesto quem tem mãos de tesoura. Lixo se rasga. Não se corta. Não sei como é que tem gente que não entende.

No sem cerimônias


Alimento uma ovelha e dou banho em um porco chuvinista: rosinha para facilitar o trabalho;
Leio contos e cacos azuis inteiros e aos pedaços de um vaso que eu poderia ter quebrado;
Nos detalhes, descubro ludicices, ou ludelícias desenhadas e aquareladas, pintadas e outros adas em forma de bonecas e de Rio de Janeiro. Ah... o Rio de Janeiro;
Anoto, também, a receita do bolo a ser feito, e penso sobre a hora certa de chegar no concurso, item importantíssimo;
No Sem Cerimônias, às vezes, fico feliz; outras, melancólica. Mas sempre a vontade, mais ou menos como em uma piscina, onde esqueço as palavras, o cansaço e o medo de não lembrar de tudo e do tanto que estudo.

No Sem Cerimônia

No

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ela é esquisitinha


Nunca mais foi ao cinema. Perdeu pouco. Não leu mais. O último livro foi fechado há tanto tempo que ela não sabe a data. Talvez, uns dois meses. Bastante para quem gosta de ler. Em frente ao prédio em que mora, uma vitrine natalina foi montada. Cedo para o Papai Noel, pensou ela, pedindo ao velhinho que lhe traga um bom dezembro. Ela não acredita em velhinhos, anjinhos, santinhos. Pediu por pedir, pelo vício da sociedade cristã. Foi à farmácia comprar remédios, foi a terapia procurar remédios, estuda remédios constitucionais. Uma dorzinha chata acompanha sua cabeça durante a maior parte do tempo. Dorme com ela, acorda com ela. O processador neurótico repassa conteúdos e lhe faz perguntas nas poucas horas de sono. Ela responde uns, mistura outros e, de um modo intruso, pede ao sonho obsessivo que se transforme em algo mais divertido. Ele não obedece. Deveria. Ela é obediente. Uma coisa não tem a ver com outra ou tem. Ela não sabe. A pergunta oferece múltipla escolha e por hora, essa é a última coisa que ela deseja fazer.

Eu nem acredito


" Meu partido
um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Freqüenta agora as festas do "Grand Monde"
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
O meu prazer
Agora risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem sou eu
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver"

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Socorro


Não tem sobrado tempo para o blog. Faltam 4 minutos para as quatro da madrugada, e só agora terminei a meta de hoje. O cálculo aproximado é de 39 dias para terminar toda a matéria. As duas semanas de dezembro serão apenas para releitura. Pelo volume, são pelo menos 8 horas por dia de estudo. Uma coisa de gente louca. Por que não montar com as amigas um negócio? Para fechar as 8 horas, tenho de estudar a metade durante a madrugada. Quando vem o dia, acorda o marido, depois o filho, recomeça a rotina, a casa, os compromissos, o vai e vem do trânsito. As 4 horas restantes são arrancadas à força, muita força pra enlouquecer e ainda manter a cabeça.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

De repente


De repente a sensação de que pode dar certo. Quarenta canetas sem tinta dentro da lata da Audrey; algumas centenas de páginas nos cadernos e no arquivo; a louca do concurso viciada em chá preto e em hidro-ginástica. Para tirar um tempo da banca, resolveu alguns exercícios do tribunal de SC. Viu que pode cair qualquer coisa e, como vem lendo toda e qualquer coisa, acertou tudo - até o fura fila dos precatórios quando se trata de pensão alimentícia. Conclusão, embora louco e desatinado estudo, muito além dos macetes e dicas do cursinho, a criatura escolheu o único caminho possível. O da sorte existe para os outros. Never for her. Porque a louca do concurso tem de exercitar os neurônios, mover os músculos e derrubar florestas quando quer algo, e ela não é de ter muitos quereres, mas quando quer, quer, e, se é assim, antes louca do que sem vontade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Coelhices


O coelho maluco não me deixa em paz. Engole minha calma, levando com ela o que resta do meu bom humor. Passa o tempo gritando nos meus ouvidos que os segundos passam. Eu já estou surda de ódio, procurando em leis o segredo do crime perfeito. Minha salvação é a piscina. Se eu não fosse gente, nem futura macaca, e pudesse escolher, seria água - potável, é claro - porque sou complicadinha, mas não sou tóxica. Meus venenos têm antídotos, e eu os distribuo, se for o caso, com prazer. Com o mesmo que como bananas e chocolates, aqueles escondidos, que o coelho maluco nunca vai comer.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Azul

Na minha piscina



Na minha piscina tem: um cheiro de azul, a água morna, o sal, as crianças, o movimento, o descanso, os pensamentos, a superação, as idéias, os planos, o prazer, as surpresas, o barulho, o silêncio, o tempo, a leveza, a força, a persistência, a amizade, as diferenças, os desafios, o equilíbrio e a Heleninha.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Journey



Don't stop believing

Just a small town Heleninha, livin in a lonely world
She took the midnight train goin anywhere
Just a city boy, born and raised in south detroit
He took the midnight train goin anywhere

A singer in a smokey room
A smell of wine and cheap perfume
For a smile they can share the night
It goes on and on and on and on

Strangers waiting, up and down the boulevard
Their shadows searching in the night
Streetlight people, living just to find emotion
Hiding, somewhere in the night

Working hard to get my fill,
Everybody wants a thrill
Payin anything to roll the dice,
Just one more time
Some will win, some will lose
Some were born to sing the blues
Oh, the movie never ends
It goes on and on and on and on

Dont stop believing
Hold on to the feelin
Streetlight people

lalalalá

Girando os ponteiros


À noite, meu relógio é generoso. Anda devagar pelas madrugadas, permitindo o estudo de o dobro e o triplo de matérias. Silencioso e regado a chás, alívia a angústia e o medo do tempo que se esgota. Pela manhã, cobra a gentileza, fechando os meus olhos doloridos com tantas palavras. Quando chega essa hora, me faz acreditar nas intermitências necessárias. E, então, mesmo correndo, gira os ponteiros a favor do blog, e lá venho eu, por uns minutos, com as minhas bipedices.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

So close, so close...


Three o’clock in the morning, it’s quiet and there’s no one around. Os dedos da mão direita doem. Novos calos surgiram nos últimos dias, e com eles, novas dores. Uma nuvem pesada competiu com o sono e o sol de domingo. A criatura, amedrontada, sentiu vontade de chorar. Esperança é a confiança no improvável, disse o senhor de idade doce. Ela guardou a frase. Ela guarda frases e frases há um ano. Palavras com sentido, mas sem significado se não for o contrário.

sábado, 11 de outubro de 2008

Preciso também ...


... fazer uma lista do que papai ensinou; e uma lista do que mamãe ensinou. Ela que começava, todo dia, a sua com as palavras "fazer a lista e depois passar para a Tere". Gente esperta... Gente sua, me diria a minha tia. É ... gente minha...100% fora da casinha.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Tentação


Caríssimo senhor bípede, seria possível passar em um supermercado no final do dia para comprar os seguintes ingredientes: maionese de leite, açúcar de confeiteiro e uma barra de chocolate meio-amargo? Eu sei que o senhor deve estar pensando que tem uma na dispensa, mas a verdade verdadeiríssima é que eu a comi inteirinha, pedaçinho por pedaçinho, sem oferecer nem uma lasquinha para os outros bípedes da família. Comi escondida feito um rato com seu queijo ou a Branca de Neve com a maçã vermelha ( se bem que a pobrezinha deu só uma mordida) e comi assim porque me deu um surto de gula homérico, digno de uma Odisséia. Foi algo assim como ser Penélope depois de um ano de ausência de seu estimado marido. O que ela poderia fazer além de tricotar e comer? Talvez, arrumar um bom emprego, mas a época era outra e, se o mundo não é dos melhores agora, imagine antes!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ah, não!


Não é que esfriou de novo. Eu não gosto quando faz frio, porque, quando faz frio, eu sinto fome, e, quando eu sinto fome, eu como e aí já viu. E eu to tão magrinha, com a cintura e as coxas mais fininhas, e eu não tava exatamente assim. E não foi tão fácil fechar a boca e aumentar os exercícios e tomar chá e mais chá e mais chá para não engordar. Porque, quando a primavera resolver existir, voltam os vestidinhos, e eu sou louca por vestinhos. E eu sou louca por tempo bom, e o frio não ajuda. Não ajuda o meu pequeno, que até agora não tinha se resfriado e, agora, tá com os olhos molhados e o corpo dolorido e a cabeçinha desanimada às vésperas do feriado das crianças. E amanhã tem festa na escola e na natação, e será um crime se ele não puder ir.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Em busca do eu existo


Mergulhada em leis, obrigações e outro blablablás, a bípede se deu conta de que o maior e mais importante direito de um homem é o de viver a própria vida. Ninguém, nenhum bebê desse mundo (nem dos macacos), deve viver a vida de seus pais, avós e outros mortos. O direito à própria história é o mais importante e significativo da existência.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Uma pulguinha


Então, tá. O primeiro turno foi. O segundo tá definido. Amanhã, recomeçam as loucuras. Não sou uma cidadã contente. Quanto estava chegando na minha zona de votação, estava saíndo um candidato; cercado, o coitado, por políticos e pela imprensa. Na minha cola não tinha nem o meu pequeno bípede. Este ano, queria votar por mim de verdade. Só apertar os botões, não. Queria eleger o seu candidato. O voto é para maiores de 16 anos e esse título é meu, eu disse. Mas a pressa do bichinho já ia me atropelando. Ficou em casa com o pai. Fui e voltei, pensando no cego que levou dez minutos para votar, no cara que morreu atrás da urna, no chão enlameado do Parcão e que não sou nota 10, como dizia a minha prof. de eleitoral. Quem é? Meus dois candidatos escolhi, na última semana, com uma pulguinha pulando sobre o meu título. Meu vereador está na lista do jornal. Uma votação significativa, vinda de insignificantes feito eu e você e ele, mas isso, agora, não interessa. Pelo menos por hora que o assunto ainda precisa ser pensado e, no momento, não penso, decoro pra ver se um dia eu existo.

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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