sexta-feira, 30 de novembro de 2012

De um álbum de invisibilidades IX

Esta sou eu, os meus fones de ouvidos e os meus cães: o melhor cão do mundo e um cão caminhando em um final de tarde.
Este é o sol indo embora nas águas de um rio e adentrando nas da minha memória.
E este é o cão de costas para mim defecando sua animalidade bem no meio da calçada.
Esta sou eu pegando com o saquinho plástico a sujeira e reclamando o local escolhido. 
Estes são o cão, o melhor cão do mundo e eu depois de três quadras e nada de encontrar uma lata de lixo.
Este é o melhor cão do mundo um pouco mais afastado das minhas pernas do que o habitual e  esse é o  um cão mais perto sacudindo a cauda.
Estas sou eu dizendo bingo diante de uma lata de lixo enorme e aberta em frente a um edifício do outro lado da rua.
E eu atravessando a rua, cantarolando contente por ter encontrado uma lata de lixo enorme e aberta e lembrando dos meus desastres  nas aulas de educação física e arremessando o saquinho plástico em uma cesta imaginária.
Este é o saquinho de plástico sobre o cimento.
E esta sou eu  rindo e pensando que motricidade ampla nunca foi mesmo o meu forte enquanto me abaixo para recolher o meu erro.
E eu bem perto da lata de lixo jogando outra vez a animalidade de um cão.
Esta é animalidade  caindo sobre um ser vivo que abre sacos de lixo.
Estes são os cabelos ressecados, a boca rachada e as pernas de menino do ser vivo que abre os sacos de lixo.
Estas são as mãos dele tentando proteger o rosto.
Estas são as  minhas mãos largando as guias dos cachorros.
E estas são o meu coração rolando corpo abaixo rumo ao cimento.
A minha mente em alta velocidade me acusando de ser um lixo.
E  eu me debruçando e recolhendo, do colo dele, o saquinho plástico.
E estes somos nós dois, nossas lágrimas  e o horror.
E esta sou eu,  caminhando outra vez pelas ruas carregando a animalidade de um bicho.

Nos fones de ouvido: Haiti

50 comentários:

  1. Este álbum me lembrou um poema de Bandeira que não lembro para citar exatamente (sabe quando se tem a imagem e não a palavra, mesmo que a imagem seja a palavra), mas tem tudo a ver. O Haiti é um -ser-aqui,



    beijoos

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    1. Assis

      É esse:

      "O Bicho

      Vi ontem um bicho
      Na imundície do pátio
      Catando comida entre os detritos.

      Quando achava alguma coisa,
      Não examinava nem cheirava:
      Engolia com voracidade.

      O bicho não era um cão,
      Não era um gato,
      Não era um rato.

      O bicho, meu Deus, era um homem."

      Li esse poema um dia antes de viver o bicho. Vi o bicho, fui o bicho, entendi o bicho no último feriado em Torres.
      Esse post é 100% real.
      A vida é 100% real.
      E os acasos, os mistérios, o destino, seja lá o que for também são.
      beijoss

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    2. Dos textos aos comentários, tua presença é capaz até... de mostrar fotos ausentes ;) Beijos

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    3. Francisco

      Quem tem alma vê!
      Não é?
      Beijoss :)

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  2. Este lirismo que as palavras e imagens nos devoram, Lelena, nos apunhalam, mas, em seguida, nos fazem um bem porque expurgamos em parte alguns fantasmas.
    beijoss,

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    1. José Carlos,

      Eu estou muito cansada de ser um fantasma e de ser um bicho.
      Ontem antes de dormir, olhei os meus álbuns e pensei que vida de bosta.
      E desculpe o bosta, mas eu sou de Vacaria.
      E em Vacaria, criança coloca a mão em bosta de ovelha, de cavalo e de gado.
      Então, estou muito cansada dessa vida de bosta geral, vida de todos.
      Que essa espécia humana tinha tudo para ser gente.
      Tudo.
      E não é.
      Estou mesmo cansada.
      E melancólica com a minha burguesia entre outras coisas.

      beijoss

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    2. Estes porões acordam a nossa melancolia, Lelena. Queria, mas não posso dizer-lhe: "Esqueça essa vida de bosta" porque sei o quanto é difícil.
      beijoss


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    3. José Carlos

      Obrigada de qualquer forma :)

      Beijoss

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  3. o cotidiano é assustador quando fotografado (lente ampla) na sua crueza.
    Ser gente é uma escolha, não tão fácil, mas ainda é a melhor opção
    Estou apaixonada pelos seus álbuns. Imperdíveis!
    bj grande

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    1. Ira

      O cotidiano é assustador. Somos todos pedaços dele. Somos o mesmo universo ainda que partilhado entre tantos microcosmos.
      E não sei de verdade por que não queremos todos ser gente.
      Obrigada pela "paixão"!
      Eu sou uma pessoa intensa, apaixonada pela vida apesar de todas as dela e minhas melancolias.

      beijo grande

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  4. nossa Bípede, que coisa mais criativa que você escreveu!!!! :)

    Gostei muito, vou mostrar para uma amiga minha. Isso sim é que é ter um diário inteligente.

    beiju.

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    1. Esse teu "album de invisibilidades" para
      mim é um livro de crônicas da vida real.
      Um simples passeio com "o melhor cão do mundo" vai nos mostrando o descaso que é
      dispensado ao bicho homem e suas sujidades inevitáveis; a falta de respeito para com os que exercem essa profissão de limpar as nossas sujeiras, e
      mais ainda, a dificuldade para aceitar que somos feitos de barro, de bosta e de sonhos. São eles, os sonhos, que nos ajudam a ter um pouco de distanciamento para suportar o mau cheiro exalado de nossas entranhas.
      O poema de João Cabral com toda a sua crueza nos demonstra que apesar de tudo
      ainda podemos passar pelo lixo que se confunde com o homem e dele extrair poesia! Tuas crônicas são outro excelente exemplo disso!

      um beijo, querida (tô com saudades!)

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    2. Ci

      Sabe que tenho vontade de pegar um avião e ir te ver uma hora dessas?
      Um dia, você vai olhar para uma nuvem e eu vou estar descendo dela com um guarda chuva :)
      Eu ando meio cansada.
      E ao mesmo tempo com enorme energia.
      Cansaço X Vontade.
      Dá para brincar de Rocky Balboa pra não perder o bom humor.
      A humanidade perdeu muito ou nem alcançou ainda o estágio do humor.
      O poema é do Bandeira, Ci.
      Li no livro As cidades e as Musas no último feriado um dia antes de me deparar com ele em carne, tragédia e osso.
      Também tou com saudades! Muitas.
      Beijosss

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    3. Pois venha, Lê, venha "pegar umas ondas" e balançar-se numa rede para se refrescar do calor que está fazendo por aqui, venha! Eu vou adorar!!
      Essa minha memória anda me pregando cada uma!, e pensar que fiz até uma postagem com esse poema...ando meio
      desarvorada, podes acreditar?

      beijoss

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    4. Ci

      Acredito!
      Que desarvorada também ando, seja lá o que for isso :)
      É tanta informação que a gente não sabe nem o que a gente escreveu rsrs
      Outro dia, eu me li em um post antigo do Mínimo Ajuste e pensei por uns instantes se tinha sido eu a escrevente.
      Pois fui!!
      Qualquer hora vou pegar um sol e olhar as ondas, que, bah, sou ruim de onda de dar dó.
      Aí, te aviso.
      Beijoss

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  5. Loise, querida criaturinha, você é uma garota muito inteligente e criativa.
    Adoro te ler no blog do seu pai.
    Essa história é, sim, criativa, mas não é obra minha. É obra da vida. A vida dá um banho na arte, Loise. Infelizmente, dá. A gente só tem de recolher as histórias, as cenas, as sensações.
    Vem tudo de graça ainda que viver implique preços tão altos.
    beijosss

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  6. eu sei bem o que essa canção canta, sou do Brasil áspero

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    1. ediney,

      eu não sei se sei, talvez, por isso, me sinta tão sufocada de vez em quando.
      não ter certeza de que se sabe gera angústia.
      eu sou do Brasil macio mas sempre tive os olhos e principalmente o coração abertos.
      espero saber porque eu quero estar com todos e não só com um pedaço.
      beijoss
      ps. Eu não fui mais ao correio por diversos motivos. Mas irei e aí envio o livro da Dani.

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  7. Minha bípede Lelena,
    esta sua sacada dos retratos por escrito dá todo um livro.
    Um beijo deste quadrúpede.

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    1. Meu quadrúpede Marcelo,

      Já pensou quando a gente for um triangulopede? rsrsrs
      Eu comprarei uma bengala bem colorida pra mim. Ou uma bem preta para me sentir dark!!

      Beijoss

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  8. Es impresionante, pero estos textos tienen la intensidad del corazón, un corazón delator...

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    1. Darío,

      "...meu coração de criança não se cansa de ter esperança..."

      beijoss :)

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  9. Estou lendo-os, às vezes, releio-os, os teus álbuns. Não sei se pulei algum porque estou lendo-os aleatoriamente.

    Você abriu a porta (e nem foi a janela!) e está se permitindo. Confesso, os pronomes repetidos me cansam, 'esta', 'este', 'essa'... penso que vou explodir se continuar a ler, mas aí vem o desfecho, é quando você deixa jorrar teu sentimento mais puro, aquele que vive e permanece 'apesar de' dentro de você. Ele é além da bosta, do comentário da enfermeira e da sogra, além dos sapatos dela. Ele é lindo! E isso também nos irrita pois poderíamos ser tantas outras... e nos irrita a mesmice de tudo e a hipocrisia e a verdade que todos nos jogam na cara todos os dias, as verdades deles. E só nós sabemos de nós mesmos.

    Encontrei a Helena. É um enorme prazer!

    Pouco sei de literatura, mas penso que toda a tua angústia está nos pronomes. Que se repetem.

    Quanto à criatividade: nota 10! Se viessem as invisíveis imagens junto, melhor ainda seria.

    Ando procurando estar reclusa. Ando com poucas palavras para ofertar, mas eu não poderia deixar de passar aqui e comentar.

    Beijos,

    Suzana Guimarães, Lily.

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    1. Lily

      Obrigada pela leitura detalhada, pela revisão!!
      Fico honrada com ela, com o seu cuidado.
      Vou repensar os pronomes demonstrativos.
      Na verdade, estou repensando aqui com os meus dedinhos todos os posts. Ajustes aqui e ali eles sofrerão com boa vontade.
      Eu tenho boa vontade. É uma das minhas características.
      Beijoss :)
      ps. Ei, nada de ficar muito reclusa!
      Venha escrever.

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    2. Lily, dei uma limpadinha em todos os álbuns.
      Vê o que você acha??

      Beijoss

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  10. É isso aí... "cão.panheira"!

    Ai de mim!
    H.AI.TI
    Ai de nós!

    :o)

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    1. Tonho

      Genial, cão.panheiro :)
      Ai de mim!
      H.AI.Ti
      Ai de nós!

      beijoss

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  11. Mas este álbum anda aumentando hein!!! Que linda. Vou voltar aqui para ler com mais calma aqueles que ainda não li.

    Beijocas pra ti.

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    1. R. Vieira,

      Está aUMETANDO, sim :)
      Volte com calma. Volte mais vezes que mais álbuns estarão aqui.

      beijoss

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  12. Ainda é cedo, 4h da tarde, mas já está escurecendo... chuviscou o dia todo, a noite anterior e ontem. Nunca chove forte, nunca há trovões e nem aquela correria do povo nas ruas. O silêncio está em todos os lugares e em mim. Faço silêncio por minhas memórias. Quem sabe amanhã acordarei falante... quem sabe? Mas, cá voltei. Irei lê-los novamente. Depois, retornarei. Beijos!

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    1. Lily, verão vem verão vai.
      A natureza é democrática e ora ilumina uns ora outros.
      O silêncio também muda de peles e de energia.
      Sometimes é silêncio mudo. Sometimes é falante.
      Quando você menos esperar, estará diferente, sentindo-se diferente :)
      Volte, sim.
      beijoss

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  13. E assim vamos seguindo a vida,,,procurando nos encontrar,,,muitas vezes nos julgando,,,perdendo caminhos,,,mas que por fim,,,vamos aprendendo com a vida e nossas fraquezas....beijos e bom final de semana pra ti.

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    1. Russo,

      Eu gosto de aprender.
      Gosto de estar em crescimento. Vou crescer até o fim rsrs
      beijoss

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  14. Como assim, Eu sumo 3 dias e ja perco metade do enredo? Nem sou noveleira e to viciada nos capitulos, ta muito bom e terapeutico. Mas vai com calma, Bipe, ou o povo vai ficar correndo atraas do bonde! Rsrs (e eu vou tropecar com minhas novas muletas, snif). Beijo


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    1. Tati

      Ninguém desce que o trem está desgovernado rsrs
      Ou então, finalmente, resolveu assumir o comando do que é seu!
      Sei que vai e vai e vai e vem e vai!
      Beijoss :)

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    2. Eu aposto na segunda hipótese: a maquinista tomou o comando nas mãos e acelerou de propósito, desgovernadamente proposital! Iupiiiiiii!!! Ta virando montanha russa e eu não perco por nada essa emoção, que sei bem que tudo o que sacode volta melhor pro lugar depois, Ah, isso eu sei. Daqui não saio mais, Bipe, já agarrei no putamerda do trem e vamquevam!!

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    3. Tati, então segura que o trem tá andando!!
      beijoss

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  15. Costumo terminar de te ler com um "ai, ai..." e isso é bom, viu?!

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    1. Fred

      Um ai ai tem seu valor :)
      Que bom que isso é bom pra você também!

      beijoss

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  16. Lelena, que maravilha esse teu álbum de invisibilidades. Tua sensibilidade é imensa, e embora as fotos sejam invisíveis consegui vê-las tão bem. Elas emocionam de tão bem retratadas que são. Algumas fotos impressionam pela beleza, outras pela ingenuidade, e outras por serem tão verdadeiras e duras. Minhas favoritas: são as que aparecem tuas nuvens. Aguardo ansioso por mais. Bjs.

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    1. Marcelinho, amor irmão da minha vida, se não fossem as nuvens, você não seria o amor irmão da minha vida!
      Somos muito parecidos. Somos cria das mesmas emoções.
      Beijoss :)

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  17. tu álbum de invisibilidades es genial. hacés un uso maravilloso de causa efecto sin dejar de lado la emoción.

    abrazo, lelena*

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    1. Silvia

      Tenho colocado toda a honestidade e intensidade que tenho nesses álbuns.
      Quero-os de verdade mesmo que invisíveis.

      beijoss :)

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  18. Ixi, deu pane na máquina. Tô aqui ainda com o texto reverberando.

    Não resisti, coloquei sua postagem no meu face. Com o link, claro.

    Beijo, beijo.

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    1. Carol,

      Não achei o seu face no meu.
      Nem no seu blog.
      Manda para mim, please.
      E me deixa ir reverberar também a sua escrita lá.

      beijoss :)

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  19. O texto é realmente do leitor. Ele muda na mudança de quem o lê. Reli os textos, todos. Pode ser que você tenha feito pequenas mudanças, pode ser que tenha feito inúmeras, porém, ficou difícil saber, agora, se eu sou a mesma de ontem. Desconfio que não. Os pronomes fazem parte do contexto, é assim que descrevemos fotografias... mas, veja a maciez no texto, do texto, nos momentos em que eles não aparecem. Há balanço, ritmo. Reli os textos em ordem crescente e percebi o tanto que você foi crescendo, amadurecendo a fruta que nos é ofertada. São relatos assim que nos confortam, pois precisamos nos sentir parte de um todo.

    Beijos,

    Suzana Guimarães (Lily)

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    1. Lily

      Que seja do leitor!
      Um texto livre dos dedos de um autor, da intenção de um autor, de seu controle e vaidade é um texto mais verdadeiro e mais corajoso.

      Beijoss :)

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  20. Viver é isso mesmo. Tentar fazer o que deve ser feito, cair e levantar, rir em pleno acto, às vezes chorar. Seguir em frente, voltar a escorregar. Levantar, sempre! É aí que se mede o pulsar da nossa crença e da nossa dignidade.
    (Que dizer deste álbum? Uma teimosia boa em insistir, ao mesmo tempo que se tenta, em simultâneo, expurgar entraves e amarras. Um caminhar a falar, a cantar, a desbravar...)
    Um álbum para servir de referência!

    Beijo :)

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    1. AC

      A ciranda altera melodias e ritmos e mãos.
      Nem sempre temos um amigo segurando as nossas.
      Nem sempre temos um amor.
      Nem sempre temos a nós mesmos, que perder-se também faz parte dos giros.
      O importante é não perder a vontade e a resistência durante o cirandar.

      beijoss :)

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  21. Não fale da vaidade do escritor. Se não fosse ele, o texto não existiria. Os textos são filhos que colocamos no mundo. Depois de um tempo, nossos filhos já não são mais nossos...

    Muito bom o texto sobre 'as portas'! Há poucos pronomes e assim fazendo, você deu licença para pensarmos sobre as portas e 'os' portas. E portas que não existem para muitos, também!

    Beijos!

    Suzana Guimarães - Lily

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Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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