quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Por um relógio só seu

Não há calendário colado à parede ou grudado na geladeira. Usa a memória para marcar o tempo e ouvir o tique e taque de um relógio só seu.
Os anos viram várias vezes durante o mesmo ano. 
Em 2015, por exemplo, farão dezoito que a mãe está morta; seis que o pai. Nessas duas datas, mesmo que elas marquem um fim, no caso, dois fins, os dias começarão como se fossem o primeiro e terminarão como se fossem o último. Fragmentos inesgotáveis de vozes, risos, passos, cheiros, toques se condensarão, ampliando saudades e outras emoções. 
As saudades são sempre múltiplas, inconstantes e, esparramadas como folhas sobre o outono, contam-se também múltiplas e inconstantes. 
A contagem move-se a dor e amor; jamais por indiferença.
Move-se quando a casa, o corpo, a alma se alegram e enriquecem com chegadas e quando eles se assustam ou se entristecem com partidas. 
Não há tempo velho ou tempo novo e nem mesmo tempo presente no tempo.
O tempo vive em silêncio, dispensa fogos artificiais, máscaras e convenções.
O tempo existe em que o acolhe, deixa-se levar como se fosse, talvez seja, a mais relevante forma de vida.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Eu acredito é no meu pai

Nunca acreditei em papai noel.
Nem por um minuto, minha mãe disse: papai noel existe e vai trazer presentes para quem foi bonzinho. Nem minha mãe nem meu pai disseram.
Os dois acreditavam, e muito,  na imaginação, mas dispensavam mitos.
Todos os anos, sem subterfúgio algum, o pinheirinho de Natal era montado por ela com a ajuda de quem quisesse cooperar em plena luz do dia. A árvore era pequena, não deveria ter mais de 80 ou 90 centímetros. As bolas eram vermelhas. E além delas, só uma estrela era acrescentada.
Depois,  também com a cooperação de quem quisesse, ela saía para comprar um presente para cada pessoa que, de um modo ou outro, fizesse parte do rol dos afetos de nossa família.
Nós: meu pai, meus irmãos, a madrinha da família (sim, tínhamos uma madrinha coletiva), a Tere, nossos primos, tios, as avós, afilhados, amigos íntimos e funcionários da casa, de meu pai ou de nosso campo e eu éramos lembrados.
E cada presente era único por ser escolhido.
Nada era uma obrigação, uma mera compra.
Em cada coisa escolhida havia pensamento, verdade e carinho.
E essas compras só existiam porque meu pai trabalhava sem parar, atendendo com o mesmo zelo e respeito todos os pacientes.
Éramos privilegiados pela força e vocação dele e não porque fossemos especiais.
Meu pai era. 
Em um único consultório, com duas salas de espera diferentes (por intolerância de alguns sempre equivocados sobre o ser humano), alternava o atendimento entre os que podiam pagar, entre os que o recompensavam com bolos, frutas, galinhas, xícaras, objetos afetivos de suas famílias e entre os que não podiam oferecer nada além de um genuíno muito obrigado, doutor.
Minha mãe amava esse meu pai. Sentia imenso orgulho dele.
Meu pai amava a minha mãe.
Ambos amavam a humanidade abundante que exalavam.
Não nos mentiam. 
Não nos iludiam.
Falhavam. Tentavam corrigir-se.
Falhávamos. Tentavam nos corrigir.
Sonhavam para nós uma vida correta, honesta, amorosa sem esconder o quanto ela poderia ser inesperadamente injusta, cruel, desumana.
Meus pais gostavam imensamente de ler. O pai ainda mais que a mãe. Lia os russos, memorizava os nomes e centenas de apelidos de cada personagem sem dificuldade alguma. 
Compreendia Dostoiévski. Compreendia o mundo.
Lendo O Idiota compreendo um pouco melhor a todos.
Eu gosto de ler os russos. 
Esse presente ele me deu.


"Não se deve esconder nada das crianças sob o pretexto de que são pequenas e ainda é cedo para tomarem conhecimento. Que ideia triste e infeliz! E como as próprias crianças reparam direitinho que os pais acham que elas são pequenas demais e não entendem nada, ao passo que elas compreendem tudo. Os grandes não sabem que até nos assuntos mais difíceis, a criança pode dar uma sugestão sumamente importante." (Dostoiévski)







quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Eu não gosto de você


Lamento não gostar de você.
Verdade. 
Não gostar de você me entristece, me tira o sono, remove um torrão do continente que também sou. 
Remove agora em pleno século 21 como removia também naqueles que tinham o coração fértil no século 16.
Nenhum homem é um ilha não é um poema, sabia?
Sei que é divulgado e vendido como se fosse. 
Mas nenhum homem é uma ilha é um trecho de uma das meditações, de John Donne, uma das mais profundas e inspiradoras que conheço.
A frase "Talvez aquele para quem esse sino soa possa estar tão enfermo quanto aquele que sabe que o sino não está tocando para ele" abre o texto.
Certamente vem daí o título do livro Por quem os sinos dobram, escrito pelo Hemingway no século 20.
Se você lesse mais, se você se humanizasse mais, você saberia do que estou falando.
É provável que não saiba. 
É provável que não leia livros e  pessoas. Os seus olhos devem estar voltados para a ponta empinada do seu nariz.
A humanidade é a nossa capacidade tradutora mais competente.
É preciso ser pessoa para ser pessoa.
É preciso rendar o corpo com alma para fazer parte de um tecido maior.
Mas você se acha tão imenso que não vê o quanto é pequeno.
Você humilha um faxineiro, um porteiro, um zelador. Você humilha os filhos dessas pessoas.
Você pensa que um empregado é um mal necessário.
Você é um mal.
O mal vem da sua arrogância, do seu desprezo, da sua necessidade de ostentar e de magoar.
Eu não gosto de você.
E lamento não gostar de você.
Verdade.

Ilustração: tela de  Alexander Kosnichev



domingo, 7 de dezembro de 2014

Deveria começar com um boa noite

Deveria começar com um boa noite, mas já  é dia. Deixei, como você gosta, uma das janelas abertas para ventilar o quarto e apagar-me mais rápido. Sabia desde o início que seria em vão. Soube no momento em que tirei a colcha e ergui o lençol. A cama estava grande, imensa, infinita sem a sua presença. Por uns minutos, fiquei em pé decidindo em que lado me deitar. O lado esquerdo é seu. O outro me pertence por direito. Então, ajeitei os travesseiros, os macios e os meus bem no meio, e decidi reler o Memórias do subsolo. Ontem pela manhã, eu tinha relido o Noites Brancas. Lembra que te falei vou reler meus Dostoiévski? Você ficou um pouco espantado quando comentei sobre minha fase russa. Talvez tenha te parecido um exagero ler dezoito livros de um mesmo autor como se fossem peças de um dominó. Li as novelas e os romances como você lê os contos, do Tchecov: apaixonada. Li como leio e releio também os seus e a ti: você minha literatura andando pela casa e por mim em carne, voz e afeto. Não deveria, eu sei, passar a madrugada acordada. Desperta tem de ser a dois bem como o Russian Caravan que você me trouxe e que tomo sozinha enquanto te escrevo, tentando me convencer que ainda que não seja a mesma coisa, é sempre melhor uma xícara de chá que nada.

Para Luiz Ruffato

https://www.youtube.com/watch?v=q7JEUetg8lE

De Dostoiévski

Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos seus amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio, e, em cada homem honesto, acumula-se um número bastante considerável de coisas no gênero. E acontece até o seguinte: quanto mais honesto é o homem, mais coisas assim ele possui.

Embora tenha afirmado, no início, que a consciência, a meu ver é a maior infelicidade para o homem, sei que ele a ama e não a trocará por nenhuma outra satisfação.

Talvez o homem não ame apenas a prosperidade? Talvez ele ame, na mesma proporção, o sofrimento? Talvez o sofrimento lhe seja exatamente tão vantajoso como a prosperidade?

Admitamos que o homem não seja estúpido. (Realmente não se pode, de modo algum, dizer isso a seu respeito, pois, se for estúpido, quem será inteligente então?) Mas, ainda que não seja estúpido, é monstruosamente ingrato! É ingrato numa escala fenomenal. Penso até que a melhor definição do homem seja: um bípede ingrato.

sábado, 29 de novembro de 2014

Em branco

Em branco, descansa. Acalenta a linguagem e um corpo infinito. Em branco, respira devagar, e o silêncio a admira e improvisa. Equação pacífica entre travesseiros e livros, vida e morte entre santos e humanos suicidas. E assim se achegam os tons e as carícias. E assim se encontram os lábios e o amor violento e reconhecido. Em branco, embarca, inunda e fala sem dor.

https://www.youtube.com/watch?v=5MjcNkh4zws

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Voo de pássaro

Pousa o seu voo de pássaro
sobre as minhas asas inquietas.
Une com a sua umidade
as partes bifurcadas
pela lâmina desassombrada.
Deseja-me.
Cobiça-me para que a
minha respiração se transforme
em verbo
e conjugue em afeto
os tormentos que se escondem
sobre mim.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Das solidão I

O silêncio percorre as palavras. E, infatigável, suporta as repetições, testemunha os sentidos, transfigura o corpo, o olhar, os nomes. O silêncio encobre as feridas, hipnotiza as mentiras, apronta as entregas. O silêncio viaja de saliva em saliva,
de riso em riso, atravessa os meses, os anos, os pares e os ímpares. O silêncio suspira, geme, agoniza. O silêncio procura presenças, carícias, traduções.

https://www.youtube.com/watch?v=Y-U3c6uRZBM



domingo, 23 de novembro de 2014

Cazuza vai começar a cantar agora. Por favor, não façam barulho no ambiente! Muito obrigada



sábado, 22 de novembro de 2014

De pernas pro ar



O amor encontrado - de Luiz Ruffato

De Luiz Ruffato



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

No espetáculo de sua própria humilhação

No espetáculo de sua própria humilhação, tem gente que não resiste às subversões da frustração, da inveja, da raiva e que não se dá conta do quanto suas fraquezas, entre outras ordens, são de ordem também psíquica.
Gente que acredita piamente em si mesma, santificando o próprio pensamento como se ele fosse algo imortal e divino.
Gente que tudo viu, de tudo entende, sobre tudo opina.
Gente que mais critica do que produz.
Gente que se enforca, registrando palavra por palavra sua falta de lucidez e de controle.
Gente que se desdobra em falácias, tentando provar por a+b+c que o trabalho alheio é ruim, o ser alheio é ruim, as pessoas que admiram o ser alheio e seu trabalho são ruins e tudo o mais nessa lógica desmedida.
Gente que faria Sócrates levantar do túmulo.
Gente tão arruinada quanto loquaz.
Gente metida a deus e a besta.
Mais metida a deus que a besta. Nem sei...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

E bem, e o resto?

O resto está para além das páginas, para além do último capítulo.
Quem leu o livro de quem roubei o título para este post, sabe de quem falo sem ter de recorrer ao óbvio, às mesmas referências já desgastadas de tanto ulularem de boca em boca.
Bocas repetitivas.
Bocas cansativas.
E bem, e o resto?
O resto está a saber e a meu critério e a seu critério.
O resto vem cifrado e escancarado, vem dentro da imaginação, da visão de mundo  e das inteligências de cada um. 
Quantas formas de inteligência mesmo Howard Gardner elencou?
O ideal é ter um pouco da cada uma. Dividi-las na democracia irreverente e ambígua de nossos cérebros.
O meu cérebro é um mosaico republicano. 
E meu mosaico troca as peças e as cores de lugar e troca de peças e de cores sem considerar "tendências de mercado" seja ele mundano ou abstrato.
O meu cérebro não deixa que minha alma, por mais lacerada que tenha sido fique aí para um canto como uma flor lívida e solitária em um vaso e em um jardim.
Meu cérebro faz recusas.
Não aceita mais gêneros, adjetivos e corrupções. 
E minha alma não está em meus olhos.
Menos ainda nos pares de óculos que uso para dizer ao sol que ele às vezes é um exagero.
Minha alma está no antes e no resto.
Está dentro do lado de dentro e de fora do lado de fora. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Da série brincando de fotógrafa


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Natureza morta

Assim, às lascas, com a faca afiada, de pé em frente à pia, vai alimentado o tempo, organizando o almoço e acalmando as ideias. As batatas das pernas exauridas pela corrida matinal, os dedos finos das mãos ágeis a descascar beterrabas, cenouras, berinjelas, cebolas. Os cães no entorno, sacudindo os tocos das caudas à espera de que um pedaço role para fora da tábua e de fora da tábua para o assoalho antes que ela seja capaz de conter uma primeira queda. Do chão não passa, costuma dizer quando algo lhe foge. E diz com gosto, sem pressa, decapitando em sílabas as palavras, ouvindo as letras se diluírem como se fossem também natureza morta. Quem sabe, como se fossem quadros líquidos, os legumes deem vida aos pratos de sopa com a mesma intensidade que as frutas dão cor aos sucos? Ela sabe: é preciso ferver a água, engrossar o caldo e usar a colher de pau para não arranhar a panela; é preciso zelo para não voltar a queimar o pano de prato e a pele magoada de seus braços ora marcados pelas distrações do amor, ora marcados pelas distrações da dor. Cedo ou tarde, mesmo isolado no quarto dos fundos, manhã após manhã, ele acabará desligando o computador, a preguiça e a indiferença para seguir o rastro que se espalha, embriagando, de silêncio e desejo, as paredes, os corredores e o espírito faminto de afeto que escapa por entre os aromas do corpo dela.

sábado, 15 de novembro de 2014

Da série Caminhos

Antes de ir dormir, percorre a casa. Fecha janelas e cortinas. Coloca almofadas no lugar. Guarda livros. Diz boa noite às plantas, aos quadros, ao lar.
Antes de ir dormir, percorre os tapetes, os enfeites, os porta-retratos. Sorri para o pai, para a mãe, para as terras em que sua terra estará sempre viva.
Antes de ir dormir, percorre-se.
Pede aos maus momentos que partam. Pede ao coração que se acalente. E pede ao descanso que lhe conceda verdade e sabedoria.

De dar nos nervos

Conto publicado na São Paulo Review




http://saopauloreview.com.br/2014/11/04/de-dar-nos-nervos-conto-de-helena-terra/comment-page-1/#comment-41

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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