terça-feira, 27 de novembro de 2012

De um álbum de invisibilidades V

Este é um quarto com paredes amarelas, um par de ursinhos polares sobre uma cômoda e mais um tip top sendo pendurado em um cabide.
Estas são ela com uma barriga pontuda, sentada na cadeira de balanço que era da avó fazendo planos para o futuro.
E  ela transpirando,  tonta e com um pouco de dor.
E deitada em uma maca em uma sala de pré parto respondendo a uma médica que não, não entende direito o que está acontecendo.
Este é o teto branco da sala de pré parto maculado por uma aranha a caminhar no roda forro.
Estas são ela, assustada, chamando por uma enfermeira para matar o bicho que deve carregar infecções.
E  ela, mais assustada ainda, dizendo à enfermeira  acho que rompeu a bolsa, e a enfermeira dizendo, não, você está tendo uma hemorragia.
Esta é a anestesista errando a picada e atingindo, na coluna, um nervo e um grito.
E esta é ela em um estado de nervos de dar dó.
Esta é a outra médica negando o pedido por uma cesariana, descartando a opção, dizendo não vale a pena porque essa criança não é compatível com a vida.
Estas são ela implorando por um fim e ignorando que também corre risco de vida.
E em contrações, perdendo os sentidos e acordando e perdendo os sentidos e acordando e perdendo.
E ela na Unidade de Tratamento Intensivo ao lado de uma mulher que geme, geme e geme.
Estas são duas plantonistas comentando o quanto é dolorida a plástica da mulher que geme, geme e geme.
E esta é uma delas dizendo à outra que não se preocupe com a  moça silenciosa, a moça silenciosa  só perdeu um filho e isso não desencadeia  tanta dor.

Nos fones de ouvido: Travessia

47 comentários:

  1. mergulhe na cena , daria um bom curta metragem

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    1. Ediney,

      Dando um post já fico contente :)
      Eu que adoro ver e ouvir o mar tenho pavor de mergulhar nele.
      Prefiro mergulhar sempre no céu, que nas alturas me sinto nuvem, me redesenho como nuvem.
      Na minha próxima vida, se eu não for para o planeta dos macacos comer banana e pular de galho em galho como disse meu velho pai, vou ser piloto de uma grande aeronave e olhar como a terra é azul todos os dias!
      beijoss

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  2. este álbum é pura porrada e dói, dói muito


    beijooos

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    1. Oh, Assis,

      Acho que vou ter de trazer minha caixa de primeiros socorros para cá :)
      E colocar curativos em quem bato mesmo sem querer.
      Oh, tou assoprando...
      Passou, não passou?
      beijos :)

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  3. Isso é que é dor silenciosa. Triste demais, mas indiscutivelmente de uma narrativa incomum e valorosa!!!

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    1. Mari,

      Esse é o silêncio mais barulhento do mundo.
      Um silêncio que cala a boca de um festival de tambores.
      Bom que você está aqui de volta :)
      beijoss

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  4. a narrativa em terceira pessoa me deixou em estado de suspensão... uma angustia incomoda, uma dor funda, uma vontade imensa de que ela não seja a mesma ela dos outros invisíveis álbuns...

    há lágrimas aqui comigo, não estava preparada para ver essas fotos.

    um beijo, querida.

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    1. Eléo,

      Sinto muito por não poder avisar de que tratam os meus álbuns...
      Eles me pegam meio de surpresa também.
      As fotografias estão todas soltas na mesma caixa e, quando eu começo a mexer, nunca sei quais os meus dedos vão pegar.
      E acho que essa ela é a mesma ela dos outros álbuns, sim.
      É ela na vida e ela na morte.
      A gente tem de estar com a gente na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e aonde for.
      Tem de estar!!
      beijos :)

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  5. lelena,
    minha mãe perdeu uma filha poucas horas após o nascimento. e eu estava lá, menininho no quarto ao lado, escutando suas dores, seu choro convulsivo; naquele mesmo dia eu veria os lençois ensanguentados sendo levados para lavagem nas águas do rio da minha infância.
    antes deste episódio minha mãe perdera o seu primogênito, aos 3 anos de idade, engolido por uma meningite.
    até hoje minha mãe chora por estes dois filhos.

    pela "agudeza" deste pranto que nunca seca, sou capaz de afirmar que não deve existir dor maior neste mundo, do que a de uma mãe que perde um filho.

    meu consolo?
    acreditar na existência de anjos.

    beijão do
    r.

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    1. Pessoa

      Não acredito em anjos.
      Não acredito em deus.
      Não acredito em escolhidos e em esquecidos.
      Não acredito em punição ou prêmio divinos.
      Acreditar nas pessoas é o meu desafio.
      E é a minha recompensa.
      Acredito na força feito o Luke Skywalker! :)
      Use the force, Luke, é meu lema.
      Use a força,Lelena, me digo todos os dias.

      beijos

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  6. Como pediatra, na função de médico só vi mortes de filhos. Quanto mais pobre a mulher menor parecia a dor, quanto mais rica menor era a aceitação, algumas mulheres simplesmene se recolhiam. Uma mulher de classe média pediu para não ver o filho imediatamente, porque senão ia rejeitar. No todo as mulheres são mais estóicas e guardam a dor por mais tempo, às vezes em função do culto dessa dor se recolhem à casa e abrem mão de toda vida social. Teria alguns casos para contar. Escolho um, de uma menina de 12 anos, portadora de lupus eritematoso sistêmico, em uso de altas drogas de cortisona, droga que não só mantem a pressão arterial como até aumenta. Ocorreu dessa garota dar o azar de ter uma infecção por Herpes Zoster, daquelas que seguem, na pele, a trajetória da costela. Em uso de cortisona que suprime imunidade, o Herpes se alastraria como queimadura bolhosa por todo o corpo, com morte. De manhã o reumatologista falou que ia tirar a cortisona dela para que sofresse menos, mas que a menina morreria à noite. Era residente, fiquei por perto. A menina começou a dizer "Mamãe, eu vou morrer." Súbito todo sangue dela foi sequestrado nas vísceras por queda de pressão. A equipe dissecou uma veia, entubou, ventilou a garota, na veia nem na artéria próxima havia uma gota de sangue. A mãe era portuguesa de bigode ralo, gordinha, hirsuta, quando abri a porta do quarto e lhe dei a notícia ela me levantou do chão pelo colarinho do jaleco e falava "Dotoire, dotoire, dotoire..."

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    1. :(

      Eu não poderia enfrentar a morte todos os dias..
      Não poderia.

      beijos, Fábio.

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  7. Lena, não há como apagar esta invisibilidade, ainda que tivesse água e sabão.
    beijoss,

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    1. José Carlos

      As histórias de cada um são à prova d'água e sabão, de borracha, de tecla de delete, de cara fechada, de silêncio profundo e de barulho profundo.
      Só as esquecem os, infelizes, quem têm Alzheimer!

      Beijos :)

      ps. Sigo na janela!!

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  8. Dói olhar tantas imagens vívidas. Mas há um quê em mim que me diz desse álbum, como se ele fosse dores exspurgadas. Alguém que quer nascer (e aqui a morte está presente), alguém que quer ser vista. E olho cada imagem dela com um respeito profundo.
    Beijos,

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    1. Tania

      Estes álbuns estavam todos guardados em uma caixa.
      Abri a tampa.
      E resolvi pagar o preço de cada retrato.
      Quem não paga o preço, não leva nada, não vive quase nada.
      Eu sei que você olha com respeito e zelo porque você é sensível e cuidadosa :)

      beijoss


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  9. Um filme vivido, imagens ligadas pela palavra! Beijos

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    1. Francisco

      Cenas da vida, retratos da vida, vida da vida...
      O ruim e bom e nem sei é que o roteiro é sempre escrito a muitas mãos!!

      beijos :)

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  10. Respostas
    1. Carlos

      Recebido o seu abraço :)

      Um de volta para você!!

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  11. que coisa de dor mais doída de filme real que a gente chora de toda compaixão do mundo
    algumas fotografias são msm cruéis
    Estou adorando todos os álbuns
    bj

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    1. Ira

      Sinceramente, acho que a vida dá um banho na arte. A vida é muito criativa ainda que pareça monótona e ordinária.
      A arte é só um rascunho.
      Às vezes, um rascunho que é uma obra de arte rsrs mas ainda assim um rascunho.

      beijos :)

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  12. Lelena, nunca um álbum visível me provocou tantas sensações quanto as deste seu "álbum invisível".

    bjs

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    1. Sônia

      Que comentário bacana!
      E tão póetico...

      beijos :)

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  13. Como no amor, a dor serve-se do silêncio para falar a quem a escuta. Como uma música que só nas mãos de quem ama pudesse ser ouvida.

    Como se a luz fria de um luar de Janeiro as banhasse, assim nos surgiram as últimas fotografias, recortando a nossa desumanidade.
    Muito bela a tua escrita, a sua poesia, a balada de uma lucidez cortante, Lelena.
    Beijos.

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    1. Mário

      Tens toda razão.
      É preciso silenciar o próprio coração para ouvir de verdade a própria dor e a do outro.
      E é preciso esquecer um pouco o próprio eu para vencer a dor.
      É preciso vencer o caminho quase inevitável da autopiedade.
      Autopiedade é um veneno.

      beijos :)

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  14. Oh, pedaço de mim
    Oh, metade arrancada de mim
    Leva o vulto teu
    Que a saudade é o revés de um parto
    A saudade é arrumar o quarto
    Do filho que já morreu (Chico)


    Acho esta dor inaplacável!!!

    Bom fim de madrugada!

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    1. Placco

      Implacável, sim.
      Eu, quando estou muito abalada, penso que tenho um pequeno bípede forte e saudável e me sinto melhor.
      Meu pequeno bípede é a minha oração para tudo, para todas as minhas dores.
      É uma começar a me cutucar, e eu penso nos olhinhos de "jabuticabra" dele!

      beijoss

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  15. Bípede, una historia dura y triste muy bien narrada.
    Abraços

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    1. Felicidad,

      Que lindo nome você tem :)
      É uma história de verdade triste. Uma história que passa pela alma e pela carne.
      É um teste de força e sanidade.
      Um teste de vida.

      beijos :)

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  16. Usted es una cicatriz escrita que no para de arder. Un abrazo.

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    1. Darío.

      Eis uma definição fiel da bípede: uma cicatriz escrita que não para de arder.

      Anotei no meu bloquinho.
      Anotei em mim.

      Beijos :)

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  17. Essa dor faz parte da vida minha amiga,,,beijos e um bom dia pra ti.

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    1. Everson,

      Essa dor faz parte de tantas.
      Todos os dias, alguém se junta a ela.
      E tem, entre os restantes, quem ainda reclame da vida!

      beijos :)

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  18. O se humano pode ser bem cruel.
    Cortante, Lelena.

    Beijos.

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    1. Parole

      Crueldade é como vírus: anda por todos os lugares, em todas as estações, à procura de uma nova vítima.
      Eu tenho uma coleção guardada para escrever.
      Vi criança de dois anos sendo cruel.
      Vi adulto de quase 80 sendo cruel.

      Beijos :)

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  19. Respostas
    1. Carol

      A gente morre de morte matada, morte morrida e de morte vivida...
      Eu ainda fico com essa última. Dói mas não desintegra.

      beijos :)

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  20. Mas é a maior dor do mundo, perder um filho.
    Eu rezo pelos meus cinco todos os dias.
    Bjsss pra você.

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    1. Dade,

      Cinco? Como minha mãe. Eu sou a caçula de 5. Ela teve gêmeos.
      Você tem gêmeos?
      E, sim, é um dor maior. Mas tem quem não acredite muito nas dores da alma.

      beijos :)

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  21. É. Nem sempre estamos bem na foto.. :(
    Mas as tristezas fazem parte do álbum da vida. E quando a vida não dá outra alternativa, a palavra ainda é das melhores formas de exorcizá-las.
    Beijo, querida.

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    1. Tati

      A tristeza é senhora já diz a música.
      E respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada diz outra música.
      Então, a gente chora, a gente ri, a gente chora outra vez e ri outra vez e segue em frente, que viver, apesar de tudo, é uma honra, uma sorte, uma obrigação.

      beijos :)

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Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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