segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ovelha negra



No domingo de mães, fui à missa.
Eu não sou de ir. Não fiz a primeira comunhão.
Fui batizada por falta de livre e espontânea vontade. Se dependesse do meu sim, a resposta teria sido não.
Entretanto, submeti o meu pequeno bípede à pia batismal nessa mesma igreja em que fui a missa. Queria que a Ana Paula e o Marcelo se responsabilizassem por ele.
Vai que morro antes da hora.
Teria sido mais animado, é verdade, se eu tivesse ido à festa na casa do Bolinha e toda assanhada.
Não deu.
Fui até a São Manoel abraçar um amigo que perdeu o pai.
Os olhos alagados da mãe dele estavam lá. Muitas mães estavam lá.
Um pouco antes do encerramento, o padre disse que no final daria um santinho de presente para aquelas que deram a luz e pediu, por favor, que ninguém se apresentasse mentindo.
Precisava guardar alguns para a próxima celebração.
Estranhei.
Mas como não sou do rebanho...
Depois, no mesmo tom, falou: "ele aceita quem o teme." 
Ele Deus, de Deus ele falava. Deus aceita quem o teme.
Bem, sou dada a medos, muitos.
Tenho medo de assalto, de atropelar um pedestre, de ser atropelada por uma bicicleta, de ter ter câncer antes de ter Alzheimer, de ver o que não posso.
Mas de Deus não tenho.
Nunca tive. Tampouco do pai, da mãe e do espírito santo.
Tenho medo da maldade, do desamparo e de malucos.
No mesmo dia, encontrei duas.
Dando uma volta na quadra com os meus quadrúpedes, vi uma empurrando um carrinho de bebê.
Fui espiar a criancinha e lá estavam eles, os furões.
Quatro. Perfeitamente cobertos e perfumados.
Furões, pra os que não sabem, são animais carnívoros pertencentes à família dos mustelídeos, sendo parentes próximos do cão. Não sei se latem e mordem. Suspeito que não andem.
A outra, encontrei na missa em que fui abraçar o meu amigo que perdeu o pai.
Beata old school e enfeitada de rosários e lágrimas levava, no corpo, cuecas surrupiadas do filho.
Cuecas, em brasileiro, roupa íntima masculina.
Felizmente, não as vi. Estávamos longe dos banheiros. Obrigada, senhor!
Do anuncio que chegará o dia em que usarei as do meu filho, não escapei.
Usarei?
Deus me livre de viver para saber.

48 comentários:

  1. Qué bella forma de hurgar en tu interior, sin medias tintas. Me encantó leerlo en portugués sin haber entendido algunas partes. Sobre todo eso del miedo a la maldad, que debe lindar con la traición y la falta de escrúpulo. Esos monstruos grandes...
    Abrazo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cuervo, entendo o sentido, o resto é o resto.
      E a gente vai aprendendo "no serviço" como diz o Primeira Pessoa.
      Beijoss :)

      Excluir
  2. êêê...!
    primeirinha!



    De Bípi, grito: obrigada Senhor Pastor!!!!


    Bééééééé!!!!


    beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carla,
      bééééé rsrsrs
      Que tal o nosso rebanho de bípedes?
      Ser bípede nesse mundo não é pastp, não!!!
      beijoss :)

      Excluir
  3. Lelena, adorei o texto.
    P.s.: Adoro ser o dindo do Henrique. Bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marcelinho, o pequeno bípede adora você!!
      E eu também.
      Beijoss :)

      Excluir
  4. Lelena,

    Lelena,

    Domingo de mães:)é nisso que vai toda a sua comunhão com a vida, mesmo que ela esteja custando os olhos da cara, sem tivesse sido necessária a primeira no rigor da liturgia da igreja.
    Bjss,
    José Carlos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. José Carlos, quando o domingo de mães termina é como se finalmente se fizesse a luz :)
      Que alívio!!
      Beijoss

      Excluir
  5. Se eu posso pensar que Deus sou eu, tenho o que temer? Hum...não sei...:-))

    Beijos, Lelena, muito bacana o seu texto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Taninha,
      Tanto tempo que não escuto essa música.
      Vou buscar no youtube.
      Obrigada pelo bacana. Eu adoro a palavra BACANA.
      O pequeno bípede diz que é coisa de gente antiga.
      Então, eu gosto de ser :)
      beijoss

      Excluir
  6. Gostei muito, Lelena.
    Beata old school que se preze usa cuecas de gola alta ;)
    cheers

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marco,
      Você não imagina o que as beatas usam por aqui.
      É de deixar os padres sem batinas!!
      beijoss

      Excluir
  7. que delícia de crônica Lelena, nuvens afiadas no dia a dia, e são tantos os medos, tantos



    beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assis, obrigada :)
      Eu estou descobrindo as nuvens do dia a dia agora e estou gostando de encontrá-las.
      beijoss

      Excluir
  8. Os medos! Os pavores horríveis!!!
    Livrar-nos deles que há de? Nem deus com gancho, lá da altura das nuvens que desmoronam sobre a terra dos homens sem cabeça, bicho de 7 cabeças, não tem pé não tem cabeça...!!!

    beijos, beijos, beijos! Tô com tanta saudade de
    tu, minha amiga querida!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ci, também estou com saudades...
      Muitas.
      Mais do que a minha quantidade de medos:)
      beijoss

      Excluir
  9. Respostas
    1. Fabi, obrigada :)
      Fico contente.
      Tenho gostado muito de ler os seus.
      beijoss

      Excluir
  10. Respostas
    1. Obrigada, Maia.
      Você não é de elogiar. Então, um comentário positivo é um comentário positivo!
      beijoss

      Excluir
  11. Respostas
    1. Obrigada, Edu.
      Um domingo por escrito às vezes fica melhor do que um domingo pela gente vivido.
      beijos :)

      Excluir
  12. Helena,
    Como eu gosto deste género de ovelhas negras! :)
    Grande texto!

    Beijo :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. AC, eu gosto de ovelhas brancas, mas as coloridas...
      Obrigada elogio :)
      beijoss

      Excluir
  13. lelena,
    acho que você achou a sua veia nisto das escrevinhações.
    e está contando as coisas de um jeito que é (só!) seu e já dá pra notar que houve avanço de texto pra texto...

    no mais, é aprender sem pressa e cada vez mais "no serviço", praticando, observando, exercendo o ofício e deixando que o tempo se encarregue naturalmente de colocar as peças do quebra-cabeça em seus devidos lugares.

    celebro a cronista.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. R.Primeira pessoa,
      Sem sua contribuição, você não poderia ter me escrito esse comentário. Muito menos, eu poderia tentar cronicar.
      Sozinha, teria sido apenas um problema crônico a mais pra eu resolver :)
      Obrigada por todas as opiniões e dicas.
      Beijoss

      Excluir
  14. magnífica entrada, Lelena!

    beijo, de oveja negra a oveja negra*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rayuela, oveja negra, receba o meu beijo também :)

      Excluir
  15. rsrsrr, missa, missão...tudo isso é raro, raríssimo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Raro e raríssimo, pelo menos pra mim :)
      beijoss

      Excluir
  16. Que delícia de crônica, tu escreves com tanta desenvoltura, criatura!

    Outro beijo*

    (Detalhe: embora eu seja uma ovelha desgarrada também fui batizada por um furão)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Cris.
      Tou me divertindo com o mundo das crônicas.
      Beijoss :)
      Que furão foi esse que te batizou??

      Excluir
  17. acreditas que tenho mais que medo, pavor, de um dia perder o medo?... terá isso que ver com essa história das ovelhas brancas e negras?...

    sobre o medo que não temes: sempre me meteu uma enorme confusão a contradição de semear a paz pela mão do medo, acreditar no amor de um rosto temível, ou anunciar paraísos de tons claros e nuvens luminosas sobre infernos de línguas de fogo. hum...

    beijos, lelena!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu não aceito amor pelo medo.
      Prefiro morrer a adorar quem me ameaça.
      Logo, a lógica de um Deus sabe tudo e indiscreto a bisbilhotar e decidir a minha vida, me ofende.
      Entendo quem entende e sente diferente.
      Mas não consigo sentir de outra forma.
      Já me bastam os medos reais para ter ainda de carregar os questionáveis.
      Beijoss

      Excluir
  18. Bí,
    abri lá o trem pra cmentarssss!!!!


    beijão na pé das orêi!


    (de quem é os ilustramento cabeçalho?)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carla, irei lá em breve :)
      O ilustramento é meu rsrs
      Eu gosto de desenhar e colorir. Gosto muito!
      beijoss

      Excluir
  19. Lelena...esse bloguinho (como chamas) tá um blogão! Eu tô adorando essas crônicas...


    bj, bj!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dani, o bloguinho anda mais animado agora com essa versão mais cronicada da vida :)
      beijoss

      Excluir
  20. tão elegante o teu texto, querida...

    um beijo.

    ResponderExcluir
  21. revejo-me na tua crónica e nas palavras de Saramago, um Deus castigador não pode ser Deus

    e fim!

    beijinho

    ResponderExcluir
  22. Lelena,


    O Deus do Antigo Testamento inspira malucos e inflama o ódio de psicopatas [os Anjos Vingadores das Injustiças Sofridas, como o rapaz de Realengo que sofreu bullying na infância, na mesma escola onde assassinou outra geração de alunos, num ato de "vingança póstuma"], não só nos filmes hollywoodianos. A versão de Deus onitroantemente estampada naqueles livros, de Deuteronômio a Reis I e II, passando por aquela preciosidade de conluio/aposta contra Jó [Deus e seu Rival parecem bastante emparelhados em sua Amoralidade, e muito mais interessados no resultado da tal disputa], é mais efetivo para inspirar mentes desequilibradas do que Holden Caulfield, do Apanhador no Campo de Centeio. Ainda que reconheça que este último também é livro de cabeceira de outros malucos.



    Um beijo, moça.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então, eu não negocio com quem não dá as caras.
      Não gosto de contrato por procuração.
      Seja antigo ou seja novo.
      Acreditar em gentes já me basta como desafio.
      Beijoss

      Excluir
  23. Lelena,

    Fiz meu comentário sem ler os comentários já feitos. Uma vez que acabei de lê-los, e vi tuas respostas a eles, devo dizer algo não-tão -óbvio-ululante: sou essencialmente religioso, bastante religioso, inclusive, mas fundamentalmente anticlerical. Anticlericalismo e religiosidade não costumam convergir. Mas este é o meu caso. Deus é uma presença de fundo inequívoca na minha vida, mas não é um deus trovejante como Jeová/Javé e seus congêneres: Zeus, Adad, Baal, Thor, Perkunnas, Taranis, Júpiter, este deus tribal de povos conquistadores e cheio de "caprichos meteorológicos", quer tais caprichos ribombeiem nos céus ou fumeguem no alto dos montes, ou queimem na sarça ardente. Dá tudo na mesma. Este tal deus dos raios, de terceira categoria, onitroante, eu já exorcizei e mandei pastar em latim castiço. Ele gosta destes preciosismos litúrgicos.


    Entonces, ele não está no quadro de meus medos, mas não por desconsiderá-lo, mas sim aos textos demasiado-humanos que pretendem "revelá-lo". Em suma: minha fala acima, crítica e dura "quanto à letra" e ao clero, não é a de um ateu, o que não é tão óbvio-ululante sem este adendo.




    Outro beijo!

    ResponderExcluir
  24. Eu nunca fui uma pessoa de fé.
    Cresci contando mortos em frente a porta da igreja.
    Cresci vendo beatas separando o que é comida de empregados e o que é de patrões.
    Cresci vendo deus ficar pequeno.
    Até que um dia ele morreu.
    Talvez tenha sido essa a minha escolha: entre morrer de desapontamento e matar o senhor da dor, matei.
    E espantosamente não fui para a cadeia.
    Beijoss

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


visited 21 states (9.33%)
Create your own visited map of The World