
Quinta parte- Don't let the moment pass. Como no cinema e nos livros, às vezes, a gente, por mais que tenha bons olhos ou boas mãos, também deixa o momento passar. E depois que passa, puff, never more o recupera. Então, apesar do enorme cansaço, mais de 24 horas acordados, nem o senhor bípede nem a senhora bípede (atenção: não somos agentes americanos nem lindos de morrer) queriam dormir assim no meio do dia em plena Lisboa, pagando o ar a euros. Sabe-se lá o que poderia ser perdido, o que foi perdido, mas a verdade é que o corpo merece respeito e não tivemos escolha. Voltar para o hotel e ver se já havia um quarto disponível era a única coisa sensata a fazer, mesmo porque a minha preciosa Maricota estava se deslocando do Porto para passear conosco e ela não teria uma noite agradável ao lado de dois tios zumbis. Então, voltamos. Não sei se de táxi ou se caminhando. Há uma lacuna na minha memória. O que lembro é de estar sentada no sofá enorme do hotel, vendo outros casais chegarem mais podres que a podridão, e de pensar: nem vem que fomos os primeiros, pedimos um quarto às sete e meia e o quarto é nosso. E foi exatamente a uma hora da tarde. Subimos tontos de sono e dormimos até as quatro. Quarto 1123, décimo primeiro andar, vista fabulosa sobre a cidade. A foto está publicada em uma das continuações já publicadas. Pois às quatro horas, o meu estimado bípede, como sempre, acordou, me acordou e foi tomar o seu banho. E eu, renovada, telefonei para a Maricota. Ela já andava a lusitar pela cidade com o seu querido namorado, que como ela anda a estudar, só que em Coimbra. Combinei de encontrá-los na brasileira. Coisa de brasileira essa insistência com a brasileira! Fui tomar o meu merecido banho e lá fomos nós, outra vez, para o mesmo local. E, quando chegamos, ele, magicamente, estava com outro sabor. Lotado de gente, luzes acesas, conversas paralelas em diversos idiomas e com a Maricota iluminando a minha alegria, pareceu ainda melhor. A Maricota é a filha mais velha da minha irmã mais velha. Quis assim o destino. Mas eu pouco me importo com o destino. Não adianta o destino. Deus também escreve certo por barrigas alheias, porque se Maricota e eu não tivemos um casamento umbilical, nos reunimos em uma união estável, e agora não tem quem nos separe. Ela é minha filha única e eu sou a outra mãe e, por isso, fomos contentíssimas com os nossos respectivos bípedes, à pé, para o Castelo de São Jorge e lá andamos quase no escuro, sentindo-nos aquecidas como se estivéssemos flutuando sobre o sol.
Se vc não dissesse, eu juraria que ela era sua filha!Muito parecidas!
ResponderExcluirBom, quanto a Marie, faz tempo que não falo com ela, as vezes dou uma passada no Orkut dela, mas nada de novo. No Blog entro normal, mas tem um outro da minha lista que aconteceu a mesma coisa.
Aliás, faz parte daquela outra parte do mundo virtual? eheh
Se quiseres me adicionar é só procurar por Cláudia Bertholdo.
Ah! Foi muito bom dar forma real a tua face, embora já imaginasse como seria através do desenho. Tal e qual:)
Pois é, Claudinha, para a gente ser mãe não tem de crescer a barriga, basta que cresça o coração, e o meu ficou enorme quando essa guriazinha chegou...
ResponderExcluirObrigada pelo retorno rápido. Vou tentar encontrar a Marie para dar um alô. Eu não tenho página bípede de orkut, só uma de xeretar *rindo*.
Esqueci de dizer, mas se você quiser ver de perto como a minha pequena bípede está crescida e é bacana, é só entrar no Portônica.
ResponderExcluirEsses pequenos bípedes disparam o coração do tio. Amo eles.
ResponderExcluirAinda hoje estive na brasileira a comer qualquer coisa rápida antes de ir ao teatro... O mundo é mesmo uma ervilha!
ResponderExcluirO mundo é mesmo uma ervilha. Pena que a minha lavoura seja assim tão distante :( Eu gostei muito de Portugal. Sendo Lisboa the best place. Para mim, uma mistura de Rio de Janeiro com Buenos Aires, praticamente a cidade ideal.
ResponderExcluir