
Primeira Parte - Tá. Porto Alegre. Fui dormir, dormi um pouco de nada, acordei, revisei a mala assim por cima mesmo e, nos detalhes, a pasta da papelada. Pareceu tudo nos trinques, então, coloquei as malditas meias elásticas e falei para o senhor bípede, vamos chamar o táxi e boa viagem. E ele carregou bem querido as duas malas( houve um tempo em que era cada um por si e viva quem tiver as melhores rodinhas) e lá fomos nós para o aeroporto daqui, o tal que deverá receber o povo para a Copa do Mundo de 2014 e que mal dá conta da gente no presente dia em que vos escrevo. E chegamos no horário, na verdade, antes do horário, que quem sai aos seus não degenera, a vó Ju que o diga. E fizemos tudo certinho, o que como sempre foi inútil porque o voo já saiu com 1 hora e meia de atraso. Daí, serviram o lanchinho muquirana da Tam e quando vi, puff, estava em São Paulo às 13:30, e eu adorava São Paulo ao meu jeito, o qual dispensa explicações devido às costumeiras incoerências e esquisitices da minha humilde pssoa, sem o "e" que estou a falar um pouco de português de Portugal. Continuando, no aeroporto de SP, uma luzinha, que eu pensava queimada, acendeu-se na minha cachola e lembrei das ruas da cidade, dos caminhos que costumava fazer para ir ao trabalho e aqui e acolá, de todo o material psíquico injustamente abandonado e me senti bem e livre do Alzheimer dos últimos tempos e como não havia nada para fazer até as 18:20, pensei em procurar logo o balcão da TAP. E o senhor bípede, apesar da fome, concordou, meio contrariado é fato, mas foi comigo quase lépido e faceiro, só que o guiche ainda estava fechado, faltavam uns minutos, uns minutos que acabaram com a boa vontade do meu estimado e mudaram o rumo para um salão de beleza muito duvidoso e para o posto telefônico de onde postei minha única mensagem durante a viagem. O trato no cabelo foi para ele, que eu já saí daqui em dia. E do cabelo tratamos também do estômago e quando finalmente retornamos a TAP, a fila dobrava esquinas. Conclusão: nada de janelas, o que em um voo noturno não é importante. O importante é que não seja exaustivo. Mas foi. A comidinha não era má, os talheres não eram de plásticos, os comissários eram amáveis, entretanto, não havia tvs individuais (na volta,sim)e apenas dois horários para filmes e, para complicar, a luz de leitura do vivente que estava sentado atrás emperrou e viajamos todos no mais profundo estilo o iluminado, e o senhor bípede e eu chegamos

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