sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tamanho não é documento II




Faz tempo que não tento cronicar.
Talvez porque a palavra crônica traga em sim muitas mensagens, e nem todas me sejam favoráveis.
Vem do grego chronos. 
E chronos é tempo. 
E tempo não é dinheiro como dizem por ai.
Time is not money!
Tempo somos nós. Cada um dentro da sua brevidade e de sua insignificância.
Somos insignificantes mesmo que alguns pensem ser grandes riquinhos, grandes ricaços. 
Grandes issos e aquilos.
Enfim, importantes.
Importância é algo relativo.
Muito relativo.
Tamanho cabe mesmo é em réguas e gráficos.
Em pessoas, se ajustam melhor  sensibilidades, criatividades, intensidades e outros ades.
Quem sabe cidades? 
O Rio de Janeiro é um zilhão de vezes maior que Vacaria. 
Vacaria cabe inteirinha dentro do Maracanã e ainda sobram algumas cadeiras para os bairros de uma  comunidade vizinha.
Como metáfora, ser uma cidade grande ou pequena até cai bem. 
Ter ruas, esquinas e parques dentro de si areja os esgotos, os buracos e as violências que também somos.
Mas mais que isso não faz.
Fulano não é maior que beltrano porque fulano mora em uma metrópole.
Fulano, certamente, tem ao alcance das mãos mais arte, lojas, restaurantes, tecnologias.
Entretanto, ter não é  ser.
Não é. 
Todo mundo sabe.
E é bem possível que o fulano não passe uma tarde sentado em frente a um Picasso há séculos.
Do mesmo modo que é bem possível que o beltrano tenha terminado hoje de manhã  de ler a biografia  do gênio, sentadinho ali perto do seu fogão e tenha se emocionado diante de uma fase azul.
Como disse o Veríssimo, oh, Luis Fernando Veríssimo: a gente pode ser cosmopolita vivendo em uma cidade pequena e um caipira vivendo em uma enorme.
A gente pode ser grande ou pequeno por fora.
Pode ser maior na  cintura ou na conta bancária.
Pode em tantas coisas.
Mas, nas incomensuráveis, não.

42 comentários:

  1. "Ter ruas, esquinas e parques dentro de si areja os esgotos, os buracos e as violências que também somos."

    Gostei tanto desta crônica que estou levando-a para o FB.

    Beijos! Perfeita!

    Suzana/Lily

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    1. Obrigada, Lily :)
      Vi no face e fiquei muito contente.
      Também gosto muito das suas.
      Como disse o Tuca, nós duas temos letras parecidas.

      Beijoss

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  2. Bacana, Lelena. Fui menina do interior, íntima da Natureza, com pais que vieram de uma origem humilde e que se esforçaram para que os filhos tivessem mais que eles. Falo com orgulho que sou "matuta", "caipira", porque no fundo a cidade grande nunca conseguiu retirar minhas riquezas interiores. Quando li a primeira vez Gabriel Garcia Márquez percebi que seu realismo mágico era, pra mim, que cresci e me fiz entre histórias fntásticas interioranas, a verdade de muita gente. Vivi uma realidade mágica e rica no interior. Uma riqueza que nada tem a ver com dinheiro, status, mas que não troco por nada. Essa minha alma caipira é meu grande tesouro! rs

    Beijos,

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    1. Tania, eu fui e sempre serei uma menina de tranças.
      Uma menina com cheiro de grama e espinho nos pés, às vezes, urtiga nos dedos.
      E sempre fui uma menina com olhos de nuvens a desenhar no horizonte.
      Vim para cá por força do destino, vim de jeans e facas nas botas, mas me sinto mesmo é usando aquele velho vestido rodado e florido de criança.
      beijoss

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  3. A sua crônica é uma luz na sombra da tarde morna, que cai na Enseada dos Tainheiros onde estou agora com os olhos bem abertos crendo na vastidão do mar como se fosse um velho marinheiro. Mas ainda há uma réstia de sol contracenando com a sua crônica, Lena.
    beijos

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    1. José Carlos, sinto sede dessa vastidão, que no mar não se encaixam prisões e mesmo as ilhas podem pedir as marés que as levem para um continente.
      Beijoss

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  4. Estou aqui escrevendo e olhando para a janela para ver as garças que passam em enormes bandos.É preciso mais?
    Estava com saudades do seu cronicar.
    bjs

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    1. Sônia, da minha janela, vejo só um recorte de céu...
      Ou minha janela está pequena ou meus olhos encolheram.
      Nem sei.
      Sei que também sinto falta de cronicar.
      Cronica é preciso. Mas nem sempre me é possível.
      Beijoss

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  5. Há vantagens e desvantagens de ser isso ou aquilo, fulano ou beltrano, hein? Eu sou uma caipira que defende com os sensos e as sensações de que dispõe, que as sabiás daqui cantam tão mais bonito quanto as de qualquer outro lugar... e isto já me faz sentir, não maior, mas grande... grande por perceber que as diferenças ou similaridades são apenas uma questão de oportunidade, ou oportunismo.

    :*

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    1. Joelma, fui no google buscar para você a letra que escuto mesmo em silêncio:

      Vou voltar!
      Sei que ainda vou voltar
      Para o meu lugar
      Foi lá e é ainda lá
      Que eu hei de ouvir
      Cantar uma Sabiá...

      Vou voltar!
      Sei que ainda vou voltar
      Vou deitar à sombra
      De uma palmeira que já não há
      Colher a flor que já não dá
      E algum amor
      Talvez possa espantar
      As noites que eu não queria
      E anunciar o dia...

      Vou voltar!
      Sei que ainda vou voltar
      Não vai ser em vão
      Que fiz tantos planos
      De me enganar
      Como fiz enganos
      De me encontrar
      Como fiz estradas
      De me perder
      Fiz de tudo e nada
      De te esquecer...

      Eu te entendo muito bem porque tenho mais penas que peles.

      Beijoss

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  6. E o pai do LFV disse mais: "...o tempo do calendário e o do relógio pouco (e às vezes nada) têm a ver com o tempo do nosso espírito." (Solo de Clarineta)
    Siga cronincando que tá que tá.
    Bjo!

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    1. Tati, saudades dos tempos de menina em que a gente lia o Érico.
      Oh, Érico,vou voltar para ele como o sábia volta para casa.
      Bem lembrado, Tati.
      Bem lembrado!
      Beijoss

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  7. tá que tá, amiga.
    sensibilidade imensa a tua. cabe em lugar nenhum, não...

    bjo

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    1. Dani,
      Pois eis que surge um anúncio!

      Procura-se lugar para sensibilidade imensa, às vezes leve, às vezes pesada. Paga-se em palavras.
      Não precisa garagem nem elevador. Que a sensibilidade é antiga e voa.

      Beijoss

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  8. Bípede, sempre digo da minha origem brejeira e brejeira para mim é a proximidade do brejo. Brejo de onde vinha o som da água corrente, o cântico das saracuras, o vento espalhando as painas. Minhas raizes estão lá, ainda vivas como o verde dos bambuzais.
    Agradeço poder reavivar tudo isso através da sua cronica.Fiquei maravilhada!
    Beijos no coraçao!

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    1. Olara, eu brincava no "sertãozinho" perto da minha casa, subia em árvore e corria de galinhas, levava uma vida de verdade de menina...

      beijoss :)

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  9. incomensurável: eu gosto dessa palavra desmedida. Aos poucos e aos grandes goles nos sorvemos: não há dose recomendável, apenas o trocado da entrega a cada encontro, e as coisas imarcescíveis que vicejam,



    beijooo

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    1. Assis, eu gosto dela também.
      Des me di da.
      Bonita.
      Intensa.
      Incontrolável.

      Beijoss

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  10. Siento que hay gente demasiado pequeña que desborda su propio cuerpo. Y gente grandísima, apenas cáscara.
    Un beso!

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    1. Dário,
      Sinto exatamente da mesma maneira.
      Adorei esse seu comentário :)
      Beijoss

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  11. Você é fantástica. Foi um presente conhecê-la!
    Você expressou tão bem o que penso e observo: nasci e cresci em um vilarejo e agora vivo em uma
    metrópole. Observo as pessoas evoluídas e involuídas aqui e acolá.

    Belo texto! Beijo!

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    1. Adri, a civilização é muito relativa e cometemos muitos equícovos aqui e acolá, sim!!
      É um prazer para mim te conhecer também :)
      Beijoss

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  12. E lá vai ela me encher de ideias de novo!

    #ser cidade, ser ade, ser issímo ou inho... todos esses sufixos trafegam em mim como uma metrópole engarrafada, mas eu gosto mesmo, é do banquinho de praça do meu pensamento...

    #obrigada por cronicar.

    Um beijo!

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    1. um banquinho de praça no meu pensamento é o que quero para mim, que haja sombra e vida e sabor em um banquinho assim!

      beijoss

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  13. Bão demais, Lelenoca!

    E eu, caipira vivendo numa grandona, mando um beijinho nas tuas letronas!

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    1. Carlíssima,

      você caipira ou não, numa grandona ou não, é uma letrona talentosa, talentosa, talentosa e divertida como poucas pessoas são!

      beijoss

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  14. Helena,
    Gente assim, apoiada em placas descartáveis, é para contornar tanto pela direita como pela esquerda.
    Mais uma excelente crónica!
    (Por motivos pessoais tenho estado ausente, mas eis-me de volta.) :)

    Beijo :)

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    1. AC, espero que esteja tudo bem ou perto de estar bem por aí.
      Obrigada pelo excelente.
      Comentei no comentário da Laura que tinha gostado do contornável e agora o encontrei também aqui.
      É, sem dúvida, é uma palavra para se guardar.
      Placas descartáveis também é para se guardar.
      Beijoss

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  15. já tinha saudades da tua cronicagem
    ah, gente assim além de contornável é descartável

    beijo

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    1. Laura, ando meio sem ritmo, um pouco desorganizada, mas tou tentando manter o blog e a vida um pouco em dia.
      Contornável é um adjetivo interessante. Não tinha pensado sob esse prisma.
      Beijoss

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  16. Gostei qye puxou o link crônicas, Chornos. Concordo tanto com tuas palavras aqui. Infelizmente as pessoas se medem pelas posses, pela imagem. Imaginando-se assim maiores ou melhores. Mas todos somos atravessados pela imortalidade e o que temos de maior é na vida possibilidades de SER e nos relacionar com o outro sem subterfugios.

    beijos e uma grande semana de inspirações,

    Anna Amorim

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    1. Anna, exatamente o que penso.
      Obrigada e uma grande semana de inspirações para você também.
      beijoss

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  17. Imagino se você cronicasse sempre... fui escorregando molemente pelo texto, tamanha a "redondeza" dele. Sem mais adjetivos: parabéns, bípede cronista!

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    1. Marcelo,
      Bela palavra redondeza.
      Simpática, acolhedora :)
      Gostei.
      Obrigada pelo parabéns!
      Beijos

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  18. Você, Lelena, é das poucas pessoas blogueiras capazes de dizer grandes verdades como quem não quer nada.
    Estou inteiramente de acordo com as "considerações" desse texto. E adorei o vídeo, estava com saudade deles.

    Bjs bjs!

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    1. dade, deve ser meu lado do interior, que muita urbanidade atrapalha o pensamento rs
      fico contente que você tenha gostado.
      beijoss

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  19. tempo pra mim é individual. Cada um sente de um jeito, feito dor. E cidades também. Acabo de voltar de Canarana, MT. Nunca na vida achei que ia conhecer essa cidade, nunca tinha ouvido falar. Agora, ao lado de São Francisco, é uma das minhas cidades preferidas. Por conta de um habitante específico, que vive lá e que saiu de mim. A cidade tem 18 mil deles, mas essa que veio da minha barriga vale mais que tudo. que cidade maravilhosa, Canarana!!

    Beijos

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  20. Maray,
    A vida é, o tempo, a compreensão, os nascimentos, os finais...
    somos todos individuais mesmo que estejamos no Maracanã a torcer pelo Brasil.
    Tens toda razão.
    Beijoss

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  21. amei, Lelena!

    "Tempo somos nós. Cada um dentro da sua brevidade e de sua insignificância."

    adorei!

    beijo grande, querida moça Bípede Falante

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  22. Vais, somos ainda que façamos tantas coisas para nos enganar.

    Beijo grande, querida moça vais que quando vem aqui me deixa contente.

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Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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