segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Na solidão cheia de pássaros



Sabe
na solidão cheia de pássaros
desenham-se as nuvens
e os cortes das palavras
despedaçadas
nas vidraças.

E eu me pergunto o que haverá depois?

Sabe
sem suas mãos
o céu troca de infinito
e um pouco de azul
é tudo o que se tem.

E eu me pergunto o que haverá depois?

Sabe
ninguém deveria estar aqui
quase três da madrugada
aguardando que um santo
venha morar em si.

E eu me pergunto o que haverá depois?

Sabe
haverá sempre um banco de remorsos
para o cansaço dos enganos
a ausência das perguntas
e o desperdício
das respostas.


62 comentários:

  1. caraca Lelena, uma solidão cheia de pássaros é um alvoroço de asas, que bela tua poesia, bela, bela


    beijo

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    1. Assis,
      um alvoroço de asas, pra mim, é música!
      beijoss :)

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  2. Minha solidão não é feita de pássaros,
    nem borboletas,
    ou insetos.

    Minha solidão é o desperdício das perguntas.

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    1. Herculano,
      Sua solidão é também a vitória de muitas palavras.
      beijoss :)

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  3. Siemmpre hay algo más, siempre, para que usted lo diga, hermosamente...

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    1. Darío, obrigada.
      Sempre procuro por algo mais nas coisas simples da rotina.
      A vida é rotina.
      É preciso ter olhos pra ver como ela tem encantos.
      beijoss :)

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  4. penso no quanto há de desperdício em verso... será que há reciclagem de alma na mesma vida?

    beijinho!

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    1. Joelma, espero que sim.
      se a alma não tiver chances, ficará um pouco sem direção.
      beijoss :)

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  5. É a vida Bípede, nos nossos dias bons e ruins.É um círculo de perguntas sem respostas.
    Beijos no coração!

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    1. Olara, é um círculo que aumenta e diminui, liberta e sufoca.
      É sim.
      Beijos no coração!

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  6. «Sabe»
    Começa por esta palavra o poema. Antes dela, no acto de publicar:
    http://bipedefalante.blogspot.pt/2012/08/interrogacoes.html
    “interrogações”, um primeiro título? O título:
    Na solidão cheia de pássaros
    Tem um refrão:
    «E eu me pergunto o que haverá depois?»
    Depois o poema aconteceu e é a minha vez de lê-lo, de sê-lo?
    São interrogações e devoções:
    «aguardando que um santo/venha morar em si»
    Nunca a beleza é a finalidade da arte, mas esse é sempre o seu bom final.
    Beleza!

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    1. Francisco, que bons olhos você têm!!
      Eu troquei, sim, o título.
      Estava indecisa com perguntas pra me responder.
      Esperto seu comentário :)
      Beijoss

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  7. Excelente!

    Antes da decisão, a escolha e o pensamento me leva sempre a pensar no "depois".Precisa tornar-se hábito, acho,

    Adorei, Lelena!

    Beijos

    Mirze

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    1. Mirze, também sou de medir os passos pensando que assim será menos perigosa a caminhada.
      Mas acho que é uma ilusão.
      Não temos controle de quase nada.
      beijoss :)

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  8. o futuro é sempre uma carta fechada, com a nossa morada

    a interrogação é como o combustível do presente, que será passado em breve

    beijinho

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    1. Laura, você é mesmo uma guria muito inteligente.
      " o futuro é sempre uma carta fechada "
      beijoss :)

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  9. Sabe, senti que a solidão é como um blues alado...

    Belo poema, Lelena.

    Beijo!

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    1. Cris, um blues alado deve andar em par com um tango de mesmo voo.
      nem sei.
      bonita sensação a sua.
      beijoss :)

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  10. Lelena, esse refrão acompanha-me desde que comecei a pensar. O que virá depois? E ele me impulsiona sempre a querer ir além. No mais, solião de pássaros é muito linda, assim posta.
    Belo poema.
    Beijos,

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    1. Tania, a solidão dos pássaros pode ser uma redenção ou uma prisão.
      depende do céu, dos homens e é claro das gaiolas.
      beijoss :)

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  11. Lindo, lindo, lindo!
    O último verso, então, é um espetáculo a parte.

    Bjs
    Rossana

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  12. Lena,

    Poema bonito, bem construído. Apresenta uma estrutura sólida, uma feição paralelística com uma oposição marcada entre a estrofe de verso único e as estrofes com cinco e seis sílabas, gerando um paralelismo nas palavras e no sentido que a própria estrutura dos versos denuncia.
    É exatamente este jogo nas palavras e no sentido que nos possibilita auscultar esta fala que parece ter sido escrita para ser ouvida.
    E não o foi?
    Sabe, o seu poema modulado, solfejado, partilhado é também para ser contemplado.
    É o que estou fazendo agora depois de escrever este comentário.
    Bjsss,
    José Carlos

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    1. José Carlos, que bem construído comentário.
      Fiquei honrada com ele e muito feliz com sua contemplação.
      beijoss :)

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  13. uma solidão cheia de pássaros é uma bela compania, acho eu!

    grande beijo Leleníssima das nuvens!

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  14. Depois sempre haverá a poesia...
    Beijo.

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    1. Caroline, acho que a gente não se conhece.
      Bem vinda ao bípede.
      Vou ver se você tem um blog também para a gente manter contato.
      Sim, depois haverá a poesia.
      E ela quem sucede a tempestade.
      beijoss

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  15. Que bonita você-poema, Lelena!!!

    Beijo, guria amada :)

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    1. Dani, tava com saudades.
      Deixei um pouco os livros de crônicas e abri os de poemas.
      Nossa, como gosto deles.
      Beijo, guria amada :)

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  16. Respostas
    1. Rayuela, obrigada :)
      Palavra tão bonita a sublime.
      beijos :)

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  17. As vezes um pouquinho de azul é o que basta para criar um céu inteiro... Comovente!

    Beijos.

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    Respostas
    1. Parole, um pouquinho de azul faz de uma terra um planeta!
      beijoss :)

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  18. o olhar dos pássaros
    sempre passa pela vidraça
    nem que seja um olhinho castanho
    ...

    poema belíssimo,
    beijo carinhoso.

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    1. Domingos, um olhinho castanho com um pouquinho de sede de água e de ternura.
      Fico contente que você goste do poema.
      Obrigada :)
      Beijoss

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  19. Lelena, que lindo, que sensibilidade imensa tu tens. Bjs.

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    Respostas
    1. Obrigada :)
      Tou com tantas saudades de ti.
      beijoss

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    2. Também, contando os dias pare estar com vocês. Bjs.

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    3. Beijos, querido. Tou com tantas tantas tantas saudades...

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  20. "E eu me pergunto o que haverá depois?"

    há perguntas que desprendi de fazer; o tempo roeu-lhes a língua... remanescem as reminiscências das palavras já sem dentes.

    beijinho lelena!

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    1. Jorge, e que se diluam no tempo essas que perderam os dentes, a força, o idioma e a gente faça perguntas para quem tem as respostas!
      beijoss :)

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  21. Admiro el vuelo libre de los pájaros,
    que tengas un buen dia.
    saludos.

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    1. Ricardo, também admiro os pássaros de voos livres.
      Tenha um bom dia também :)
      Saludos.

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  22. Lelena,
    Permita-me este exercício:

    Liberta-se um indício de cor, de palavra, de fragrância. É quanto basta para alimentar a vontade da procura, de desvendar para lá das nuvens com que adornas a tua morada.
    As perguntas são inúteis - haverá sempre mais, e mais... - e as respostas, se as houver, não são para serem ditas aos quatro ventos. Chegar não é um acto único, estar é sempre um ponto de partida. E tudo recomeça.
    Quando a fragrância se sobrepõe à palavra e esta, reinventada, continua a fazer sentido, então é chegada a hora de ouvir a melodia dos pássaros.

    Beijo :)

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    1. AC,
      Vou permitir-me também.
      Estou lendo e relendo o comentário.
      Obrigada.
      Realmente, obrigada :)
      Beijoss

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    2. Eu é que agradeço, Lelena, as suas palavras são sempre fonte de inspiração.

      Beijo :)

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    3. As suas são como nuvens em um céu ao alcance das mãos.
      beijos :)

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  23. Vontade descansar da vida neste banco para retornar depois.

    Beijos,

    Anna Amorim

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  24. Anna, descansa e depois retorna.
    Beijos :)

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  25. Bom seria se toda solidão fosse assim cheia de pássaros.

    bjs

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    1. Sônia, solidão é mais ou menos como nuvem. Cada um vê nela o que quer.
      beijoss

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  26. Que poema retumbante, Bipe!
    Por sorte tem esse banco aí ao final, pra descansar o suspiro.... uffffff...
    Demais! bjo

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    1. Tati, nem sei.
      Retumbante é uma palavra boa. Gordinha. Das que enchem a boca de sabor.
      Adorei :)
      Beijoss

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  27. "haverá sempre um banco de remorsos... e eu me pergunto o que haverá depois?"...

    #Quero a resposta.

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    1. guria, eu quero e não quero que eu já nem sei o que posso ouvir.
      Alguém escreveu que nem todas as verdades são para todos os ouvidos.
      Puxa, alguém que gosto muito de ler e não lembro!! rsrs
      A coisa tá ficando séria por aqui. Um banco vai ser pouco. Vou precisar de uma cadeira de rodas :)
      Beijoss

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  28. Quanta solidão e leveza nestes teus versos

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  29. que poema mais lindo, Lelena! fiquei aqui lendo e relendo e relendo...

    adorei essa solidão cheia de pássaros, eu a reconheço, a minha tem sempre muitas asas...

    e "o que haverá depois?" é como cruzar a fronteira para lá do céu - ou da morte - o que não alcançamos, mas um ímpeto que nos assusta e nos move. O depois é um tempo que nunca chega, porque quando o hoje nasce, nos traz as respostas para as perguntas não feitas, e nos reorganizamos e tornamos a perguntar, "e agora, o que haverá depois?"

    adorei adorei :)
    beijosssss

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    1. Obrigada, Dea.
      Fico contente que você goste :)
      Muito.
      beijoss

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Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


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