segunda-feira, 23 de julho de 2012

Onde está Wally?



Meu nome é uma frase.
E eu sou o verbo.
Depois dele assino seis sobrenomes. Não me perguntem o porquê do delírio. Tanto substantivo me sufoca feito multidão. E sufoco faz mal para saúde, dizia minha mãe.
Minha mãe se chamava Ana Maria. Ela queria que eu me chamasse Mariana.
Para quem não sabe, o nome de solteira dessa bípede falante é Marta Helena Terra Camargo.
Marta Helena foi uma paixão de meu pai e de alguns dos irmãos dele. Talvez, tenha sido de alguma torcida suburbana e organizada.
Dos Camargo, foi.
Não sei quase nada sobre ela. Sei que gostava de ler e de namoro com cama, mesa e banho mesmo que os rapazes fossem todos da mesma família.
Eu gosto de ler.
E gosto de cama, mesa e banho.
Mas nunca tive a mesma sogra duas vezes.
Na verdade, há coisas que não tive nem mesmo uma vez. Poucas, porém preciosas. Assunto para outra hora em outro post, quem sabe, em outra vida.
Nesse, o assunto egocêntrico sou eu e as letras da minha certidão.
O assunto é esse nome que oscila no céu de minha boca para depois de diluído na saliva me escapar como Lelena.
Até hoje minha Marta Helena está um pouco perdida.
Le le na: em três sílabas como Lo li ta, do Nabokov me situam melhor.
Lelena nasceu quase comigo.
Assim que meu pai chegou do cartório e participou a mudança, o ganhei de minha mãe.
Talvez, ela já o guardasse na manga.
Parece que houve uma outra tentativa no nascimento de uma das minhas irmãs. Nome vencido devido a recusa de um irmão de meu pai em batizar a infanta recém nascida com tal graça.
Sei lá.
Sei que por causa de Lelena já fui chamada inumeráveis vezes de Maria Helena, Lúcia Helena, Laura Helena, Ana Helena.
Todas Helenas.
Sabem aquelas infelizes mulheres de Atenas?
E sei que por causa de Lelena, tem gente que ignora que a Marta, a Martinha, aquela cara pálida meio magrela, sou eu, essa bípede falante.
Nos dias de hoje, duas pessoas me chamam de Marta, duas ou três, lembrei de uma terceira. Minha analista me chama de Marta.
Não sei se gosto de Marta.
Marta, marte, morte. Nome de origem aramaica, língua morta.
Lena, Lê, Lelenas, Lelis são variáveis com que simpatizo mais.
Simpatizo ainda que, quando me chamem, eu olhe para todos os lados procurando por mim como quem procura o Wally.

44 comentários:

  1. é uma busca de si essa busca pelo nome. Tu és uma mulher de antenas, claro, já deves saber de tuas certidões, dos teus olhos de wally, teus conhecimentos de Yale.Estás escrevendo lindamente, guria.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Adriana, de antenas e às vezes de Atenas.
      Uma Lelena, uma bípede consciente do desequilíbrio das pernas.
      Uma boneca de pele e também de pano.
      Obrigada pelo lindamente!
      Beijoss

      Excluir
  2. Le le na
    Letra leve
    Levita
    Na nuvem
    De sol e de mar

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lu ci a
      Que doce comentário.
      Confortante :)
      Beijoss

      Excluir
  3. Adorei! E adorei o Lelis! Lelena, tu és tão querida que sempre termino a leitura com vontade de correr e te dar um beijão!!!

    Bjo, carinho enorme

    Dani

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dani, tu que és ternura em forma de guria.
      Beijo com carinho enorme

      Excluir
  4. e de chamar-te o nome em eco, há olhos paralelos, plenos, a buscar-se



    beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assis, nome em eco me faz pensar se o som não se aprisiona.

      Beijo

      Excluir
  5. Marta ou Lelena,Lelena ou Marta sei que é uma baita escritora.
    Tudo em você parece decidir, saber, caminhar. Aplausos! Beijos no coração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olara, só parece que você não faz idéia de como tropeço nos meus próprios pés.
      Beijos no coração!

      Excluir
  6. e assim pelas sílabas uma leitura mágica
    imagino-te quando criança o primeiro som
    da tua voz lendo teu nome
    ...

    imagino que sempre sorrias
    ou sempre esteve lá [no teu nome]
    um sorriso
    ...

    Beijo carinhoso,
    Lelena.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Domingos, vou dizer meu nome em frente ao espelho. E vou dizer Lelena.
      Tomara que um dos dois sorria!!

      Beijo carinhoso

      Excluir
  7. gostei demais dos seus nomes, pronomes e "sobre nomes"...

    um nome é um ponto onde marcam o x de nós.

    sua escrita me encanta.

    um beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Será então um mapa, Betina?
      Meu nome é um mapa. Suas variações, pistas.
      E o sobrenome, a ação dos homens sobre a terra.

      Um beijo!

      Excluir
  8. Marta é o nome de uma grande jogadora de futebol feminino brasileiro e nome da cronista que conquistou o Brasil, a Medeiros.
    Estás muito bem nomeada, Bípede.

    Seu texto é bom igual a um brinda entre amigos.

    Parabéns.

    Beijinho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Coelho, tentarei ter mais amor por essa Marta que joga muito mal bola.
      Um brinde entre amigos é sempre um pacto. E um pacto é mais que uma promessa.

      Beijinho

      Excluir
  9. é bom chamá-la, bom ouvi-la, bom lê-la
    múltipla, pessoa, teu nome é poesia...
    bjs, le le na,
    José Carlos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. José Carlos, obrigada.
      Seu comentário, como o da Lucia, me enche de ternuras.

      Beijo

      Excluir
  10. Helena
    Lelena.
    Lê, Lena.
    E Lelena lê.
    Entre tantas leituras
    Lê para lá de si
    Lê os outros
    Para se ler a si própria
    Às vezes com dor
    Outras em almofadas de nuvens
    Mas não basta
    E Lelena continua a ler
    Lê, Lena
    Lelena.

    Beijo :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. AC,
      Já está na coluna ao lado o seu Helena.
      Você não imagina o quanto ele alinhou essa minha bipedice tão torta.

      Obrigada :)

      Beijo

      Excluir
    2. Todos temos os nossos particulares prazeres, e ver as minhas palavras ali ao lado faz-me sentir bem.
      Eu sei que já disse várias vezes que gosto muito da sua forma de escrever, mas nunca é de mais dizê-lo novamente. As suas palavras nunca me são estranhas, deslizam em mim sempre de forma suave, natural...

      Beijo :)

      Excluir
    3. AC, e a mim então que você empresta tanta sonoridade e beleza?
      Você não sabe o quanto me sinto melhor por causa das suas palavras.
      beijos e obrigada por elas :)

      Excluir
  11. "Na verdade, há coisas que não tive nem mesmo uma vez. Poucas, porém preciosas"

    Me too.
    Você é linda, mesmo que se chamasse Ariovaldina!
    ;D

    bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é aqui que o enforcado das cartas de tarot me aperta.
      Um dia descubro se é por acaso ou se é sina.

      Bjs

      Excluir
  12. você descobriu o ritmo da crônica - o seu jeito de fazer crônica -, em muito pouco tempo.
    alguns escrevinhadores levam anos e nem todos conseguem isto e ficam por aí, chatas almas penads aporrinhando leitores cada vez mais impacientes.
    a sua intimidade com as palavra - fruto de anos e anos de obstinada leitura - começará a frutificar, à medida que você começar a abordar temas mais abrangentes e que transcendam ao seu universo mais íntimo.

    sua crônica cresce a olhos vistos, sim senhora. e daqui a pouco transbordará o blog e cruzará fronteiras.

    não, não sou mãe diná, nem robério de ogum...rs
    apenas tô nessa lida há muito tempo. às vezes, acerto num pitaco meu.

    uma vez mais, celebro você.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, pessoa.
      Mas eu não sou abrangente, não.
      Minha casa tem cercas.
      E minha essência, interior.
      Anyway, obrigada.

      Excluir
  13. Bacana é poder brincar com os nomes, Lelena. Tenho um nome grande, bem maior do que eu: Tânia regina Almeida Contreiras de Carvalho.Achava pesado quando era criança. Na primeira identidade sofri para espremê-lo na curta linha que me ofereceram. Depois descobri que poderia ser muitas brincando com ele (o nome). Tânia Carvalho era rochosa. Regina é a rainha que nunca quis assumir um trono. Enfim, é bom poder ser várias, todas registrada em cartório. Teu texto tá muito gostoso de ler. Achou teu jeitinho próprio de cronicar, que bom. Original você será sempre, em qualquer gênero.
    Beijão,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tânia, eu entendo o ser muitas.
      Mas seria bem mais fácil se todas elas se entendessem bem.
      De qualquer forma, é pra frente que se anda, então essas gurias que se ajeitem ainda que eu caminhe feito caranguejo.
      Beijão

      Excluir
  14. Texto tão bom de ler. Adoro conhecer os porquês dos nomes. Lelena é um nome inesquecível. Bjs

    ResponderExcluir
  15. Marta, vou querer salientar o prazer de ler o desenho das frases e imaginar como seria uma crónica para a analista num dia onde a escrita estivesse como confissão de quem fala, no gesto de desenhar as letras. Você estaria sem teclado, escreveria falando… Acabei imaginando como seria, sentei fazendo análise ;) Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Francisco, acho que essa já croniquei por lá.
      Provavelmente é por isso que meu nome veio parar aqui.
      Sei lá :)
      Beijos

      Excluir
  16. M.
    Eu também!
    Antigamente, nos princípios da Internet, lembro que havia um site em que as pessoas contávamos os porquês de seus nomes.
    Bjs

    ResponderExcluir
  17. Como não ser abrangente nesse universo de martas, helenas, anas, marias, todas mulheres de atenas, de amsterdam, de ninguém, de todos,
    todas à procura de uma identidade, de um lugar ao sol, de uma voz que teima em falar,
    gritar a que veio, como que não é abrangente, se me ví alí, bem alí, acolá, naquele cantinho escondida, quase invisível, minúscula, mas presente nesse emaranhado arquipélago de anônimas mulheres? Todas as ilhas se parecem,
    têm algo em comum, e o micro torna-se macro!
    Amei esse teu texto aparentemente pessoal, mas
    que me permitiu inserir-me nele, mesmo sem te pedir licença :)

    beijoss

    p.s.: tem "correio eletrônico" no gmail, viu?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ci, vi e vou responder em breve.
      Adorei seu comentário.
      Você escreve divinamente.
      Adorei o arquipélago de mulheres! :)
      beijoss

      Excluir
  18. o que é que a Lelena é?
    de onde é que a Lelena vem?

    tantos nomes e tantas possibilidades...e qual delas a tua...

    começo a ficar viciada nas tuas crónicas...

    beijinho

    ResponderExcluir
  19. Laura, eu gosto de perguntas mais até que de respostas.
    Eu ando sempre lá no seu blog :)
    beijos

    ResponderExcluir
  20. Lelena é um frase leve, linda e lírica! E tuas crônicas são uma delícia de ler.

    Também tenho nome composto: Ana Cristina, mas nunca assumi nem o Ana, muito menos o Tina. Gosto de Cris sei lá porquê! Aliás quando me chamam pelo meu nome de batismo, penso que pode ser cobrança de alguém, mesmo não devendo ninguém.

    Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cris, obrigada.
      Não é simples ter dois nomes, não é, Ana Cristina??
      A gente tropeça nas próprias sílabas!!

      Beijos :)

      Excluir
  21. Meu nome é a derrota do meu pai, que me queria Rebeca. Perdeu. Mas lutou, que eu ouvi. Venceram minha mamis e minha vóvis. Fiquei então repleta de significado: Primeiro nome - "A altiva", segundo: - "Aquela que ama a terra"... Sou eu assim: Caçando a altivez com a cara enfiada na terra...

    Nomes e estórias... que prosa boa!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O meu da minha mãe.
      Serão os nomes derrotas?
      Não, né?
      A maior parte é uma vitória. Pelo menos pra alguém.
      Altiva e que ama a terra me parece muito bom.
      Eu sou a soberana luminosa rsrsrs
      beijoss

      Excluir
  22. eu e os meus wallys: há coisas que deixei de procurar e se me acharem logo se vê - até porque descobri que tenho olhos nos pés a buscar-me a toda a hora - e isto graças a ti :)

    beijinho!

    ResponderExcluir
  23. Jorge, vá dizer que olhos nos pés não são boa companhia?
    A única coisa que eles exigem são um bom par de sapatos :)
    Beijoss

    ResponderExcluir
  24. Todas essas Lelenas e Martas e derivadas são pessoas incríveis que se encontram num corpo só de alma gigante onde (desconfio) cabe o mundo.
    Beijo!
    PS: adoro revisitar teu blog e reler coisas antigas, que tenho memória de sapo e a emoção fica sempre nova. Nessa hora, o defeito é privilégio. rsrs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tati, você é muito engraçada rsrs
      Eu tinha memória de elefante, mas ensapei e agora tou igualzinha a você!!

      beijoss

      Excluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2012

1. Bilhete seco - Elisa Nazarian
2. Quando fui morto em Cuba - Roberto Drummond
3. O retrato de Oscar Wilde Fragmentos
4. Estrela miúda breve romance infinito - Fabio Daflon
5. Poemas - Wislawa Szymborska
6. Mar me quer - Mia Couto
7. Estive em Lisboa e lembrei de você - Luiz Ruffato
8. O pai invisível - Kledir Ramil
9. Poemas de Eugénio de Andrade - Seleção, estudo e notas de Arnaldo Saraiva
10. Os da minha rua - Ondjaki
11. A máquina de fazer espanhóis - Walter Hugo Mãe
12. Vigílias - Al Berto
13. Poemas concebidos sem pecado - Manoel de Barros
14. Face imóvel - Manoel de Barros
15. Poesias - Manoel de Barros
16. Compêndio para uso dos pássaros - Manoel de Barros
17. Gramática expositiva do chão - Manoel de Barros
18. Matéria de Poesia - Manoel de Barros
19. Arranjos para assobio - Manoel de Barros
20. Livro de pré-coisas - Manoel de Barros
21. O guardador de águas - Manoel de Barros
22. Concerto a céu aberto para solos de ave- Manoel de Barros
23. Quinta Avenida, 5 da manhã - S. Wasson
24. A literatura em perigo - Tzvean Todorov
25. O remorso de Baltazar Serapião- Walter Hugo Mãe
26. Lotte & Zweig - Deonísio da Silva
27. Indícios flutuantes (poemas) - Marina Tsvetáieva
28. A duração do dia - Adélia Prado
29. Rua do mundo - Eucanaã Ferraz
30. Destino poesia Antologia - organização Italo Moriconi. Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão
31. Tarde - Paulo Henriques Britto
32. Correnteza e escombros - Olavo Amaral
33. Nelson Rodrigues por ele mesmo
34. A última coisa que eu pretendo fazer na vida é morrer - Ciro Pellicano
35. O encontro marcado - Fernando Sabino
36. O óbvio ululante - Nelson Rodrigues
37. O grande mentecapto- Fernando Sabino
38. O homem despedaçado - Gustavo Melo Czekster
39. Dia de São Nunca à tarde - Roberto Drummond
40. O canto do vento nos ciprestes - Maria do Rosário Pedreira
41. Antes que os espelhos se tornem opacos - Juarez Guedes Cruz
41. Desvãos - Susana Vernieri
42. Um pai de cinema - Antonio Skármeta
43. No inferno é sempre assim - Daniela Langer
44. Crônicas de Roberto Drummond.
45. Correio do tempo - Mario Benedetti
45. Gatos bravos morrem pelo chute - Tiago Ferrari
46. Gesso & Caliça - Alberto Daflon Filho e Fabio Daflon
47. A educação pela pedra - João de Cabral de Melo Neto
48. O fio da palavra - Bartolomeu Campos de Queirós
49. Meu amor - Beatriz Bracher
50. Os vinte e cinco poemas da triste alegria - Carlos Drummond de Andrade
51. A visita cruel do tempo - Jennifer Egan
52. Cemitério de pianos - José Luis Peixoto
53. O amante - Marguerite Duras
54. Bonsai - Alejandro Zambra
55. Diciodiário - Valesca de Assis
56. Não tenho culpa que a vida seja como ela é - Nelson Rodrigues
57. Lero-lero - Cacaso
58. O livro das ignorãças - Manoel de Barros
59. Livro sobre nada - Manoel de Barros
60. Retrato do artista quando coisa - Manoel de Barros
61. Ensaios fotográficos - Manoel de Barros
62. A queda - as memórias de um pai em 424 passos - Diogo Mainardi
63. Junco - Nuno Ramos
64. Os verbos auxiliares do coração - Peter Estérhazy
65. Monstros fora do armário - Flavio Torres
66. Viagem - Cecília Meireles
67. Cora Coralina - Seleção Darcy França Denófrio
68. Instante - Wislawa Szymborska
69. Dobras do tempo - Carmen Silvia Presotto
70. Eles eram muitos cavalos - Luiz Ruffato
71. Romanceiro da inconfidência - Cecília Meireles
72. De mim já nem se lembra - Luiz Ruffato
73. O perseguidor - Júlio Cortázar
74. Paráguas verdes - Luiz Ruffato
75. Todas as palavras poesia reunida - Manuel António Pina
76. Vidas secas - Graciliano Ramos
77. Inferno Provisório Volume II O mundo inimigo - Luiz Ruffato
78. O ano em que Fidel foi excomungado - José de Assis Freitas Filho
79. Boneca russa em casa de silêncios - Daniela Delias
80. As cidades e as musas - Manuel Bandeira
81. Billie Holiday e a biografia de uma canção Strange Fruit - David Margolick
82. Inferno Provisório Volume III Vista parcial da noite - Luiz Ruffato
83. Inferno Provisório Volume V - Domingos sem Deus
84. Inferno Provisório Volume IV - O Livro das impossibilidades - Luiz Ruffato
85. Pedro Páramo - Juan Rulfo
86. Zazie no metrô - Raymond Queneau
87. Fora do lugar - Rodrigo Rosp
88. Salvador abaixo de zero - Herculano Neto
89. Inferno Provisório Volume I - Mamma, son tanto felice - Luiz Ruffato
90. A virgem que não conhecia Picasso - Rodrigo Rosp
91. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
92. Tempo dividido - Sophia de Mello Breyer Andersen
93. A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Leituras a partir de 1 de janeiro de 2011

1.Desgracida - Dalton Trevisan
2.Diário de um banana - Jeff Kinney
3. Poemas escolhidos, seleção de Vilma Arêas - Sophia de Mello Breyner Andresen
4. Oportunidade para um pequeno desespero - Franz Kafka
5. Venenos de Deus, remédios do Diabo - Mia Couto
6. Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
7. Para gostar de ler - Contos Africanos
8. Vinte e zinco - Mia Couto
9. O Vendedor de passados - José Eduardo Agualusa
10. O Fazedor - Jorge Luís Borges
11. Terra Sonâmbula - Mia Couto
12. Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa
13. Quem de nós - Mario Benedetti
14. O último voo do flamingo - Mia Couto
15. A carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil - Silvio Castro
16. Na berma de nenhuma estrada e outros contos - Mia Couto
17.O reino deste mundo - Alejo Carpentier
18. Como veias finas na terra - Paula Tavares
19. Baía dos Tigres - Pedro Rosa Mendes
20. O português que nos pariu - Angela Dutra de Menezes
21. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
22. Vermelho amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
23. Meu tipo de garota - Buddhadeva Bose
24. Tradutor de Chuvas - Mia Couto
25. O livro das perguntas - Pablo Neruda
26. O fio das missangas - Mia Couto
27. Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
28. Pawana - J.M.G. Le Clézio
29. O africano - J.M.G. Le Clézio
30. O pescador de almas - Flamarion Silva
31. Um erro emocional - Cristovão Tezza
32. O amor, as mulheres e a vida - Mario Benedetti
33. A cidade e a infância - José Luandino Vieira
34. História do olho - Georges Bataille
35. Destino de bai- antologia de poesia inédita caboverdiana
36. O tigre de veludo- E. E. Cummings
37. Poesia Soviética - Seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho
38. A cicatriz do ar - Jorge Fallorca
39. Refrão da fome - J.M.G. Le Clézio
40. As avós - Doris Lessing
41. Vozes Anoitecidas - Mia Couto
42. O livro dos guerrilheiros - José Luandino Vieira
43. Trabalhar cansa - Cesare Pavese
44. No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
45. Uma canção para Renata Maria - Ediney Santana
46. Sete sonetos e um quarto - Manuel Alegre
47. Trópico de Capricórnio - Henry Miller
48. Sinais do Mar - Ana Maria Machado
49. Carta a D. - Andre Gorz
50. E se o Obama fosse africano? E outras interinvenções - Mia Couto
51. De A a X - John Berger
52. Diz-me a verdade acerca do amor - W.H. Auden
53. Poemas malditos, gozosos e devotos - Hilda Hilst
54. Outro tempo - W.H. Auden
55. nem sempre a lápis - Jorge Fallorca
56. Elvis&Madona - Luiz Biajoni
57. Budapeste - Chico Buarque
58. José - Rubem Fonseca
59. Axilas e outras histórias indecorosas - Rubem Fonseca
60. Instruções para salvar o mundo - Rosa Montero
61. A chuva de Maria - Martha Galrão
62. Rimas da vida e da morte - Amós Oz
63. Aqui nos encontramos - John Berger
64. Pensatempos textos de opinião - Mia Couto
65. Os verbos auxiliares do coração - Péter Esterházy
66. Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke
67. A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristovão Rilke - Rainer Maria Rilke
68. Adultérios - Woody Allen
69. Quem me dera ser onda - Manuel Rui
70. Satolep - Vítor Ramil
71. Homem Comum - Philip Roth
72. O animal agonizante - Philip Roth
73. Paisagem com dromedário - Carola Saavedra
74. Não te deixarei morrer, David Crockett - Miguel Sousa Tavares
75. Orelhas de Aluguel - Deonísio da Silva
76. Travessia de verão - Truman Capote
77. Avante, soldados: para trás - Deonísio da Silva
78. Antes das primeiras estórias - João Guimarães Rosa
79. O outro pé da sereia - Mia Couto
80. O cemitério de Praga - Umberto Eco
81. A mulher silenciosa - Deonísio da Siva
82. Livrai-me das tentações - Deonísio da Silva
83. A mesa dos inocentes - Deonísio da Silva
84. Hilda Furacão - Roberto Drummond
85. A estética do frio - Vitor Ramil
86. Poetas de França - Guilherme de Almeida
87. Tarde com anões 7 minicontistas - Carlos Barbosa, Elieser césar, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins.
88. Pensageiro Frequente - Mia Couto.
89. A palavra ausente - Marcelo Moutinho
90. Uma mulher -Péter Esterházy
91. Cartas de amor - Fernando Pessoa
92. A última entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
93. A morte de D.J. em Paris - Roberto Drummond
94. Do desejo - Hilda Hilst
95. Cenas indecorosas - Deonísio da Silva

Leituras a partir de 19 de Julho de 2010

1. La Hermandad de la uva - John Fante
2. Nem mesmo os passarinhos tristes - Mayrant Gallo
3. Um mau começo - Lemony Snicket
4. Recordações de andar exausto - Mayrant Gallo
5. Ladrões de cadáveres - Patrícia Melo
6. O mar que a noite esconde - Aramis Ribeiro Costa
7. Há prendisajens com o xão - Ondjaki
8. E se amanhã o medo - Ondjaki
9. O último leitor - Ricardo Piglia
10. Par e ímpar - Tatiana Druck
11. Paris França - Gertrude Stein
12. Quirelas e cintilações - Luiz Coronel
13. AvóDezanove e o segredo do soviético - Ondjaki
14. Luaanda - José Luandino Vieira
15. Poemas para Antonio - Ângela Vilma
16. Estranhamentos - Mônica Menezes
17. A vida é sonho - Calderón
18. A varanda do Frangipani - Mia Couto
19. Um copo de cólera - Raduan Nassar
20. Antes de nascer o mundo - Mia Couto
21.Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
22- Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser - Eduardo White
23. Manual para amantes desesperados - Paula Tavares
24. Materiais para confecção de um espanador de tristezas - Ondjaki
25. Milagrário Pessoal - José Eduardo Agualusa
26. Felicidade e outros contos - Katherine Mansfield
27. Estórias abensonhadas - Mia Couto
28. Fábulas delicadas - Eliana Mara Chiossi
29. O Ulisses no Supermercado - José de Assis Freitas Filho
30. Cartas Exemplares - Gustave Flaubert
31. A Moça do pai - Vera Cardoni
32. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Mia Couto
33. Dentro de mim faz sul seguido de Acto Sanguíneo - Ondjaki
34. Bonequinha de Luxo - Truman Capote
35. 125 Poemas - Joaquim Pessoa.

Mundo bípede


visited 21 states (9.33%)
Create your own visited map of The World